Líder iraniano Mojtaba Khamenei reage a bombardeios dos EUA e eleva tensão no Golfo Pérsico em meio a cessar-fogo frágil.
O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, fez novas ameaças após ataques realizados pelos Estados Unidos contra o território iraniano na noite desta segunda-feira (25). Em declaração divulgada pela televisão estatal, ele afirmou que os países do Golfo Pérsico “não servirão mais de base” para as forças militares norte-americanas.
Segundo a manifestação, Mojtaba Khamenei reagiu aos bombardeios e declarou que “não haverá retorno”, além de afirmar que as nações da região não serão mais usadas como “escudo” para bases dos Estados Unidos. Ele também disse que a influência norte-americana na região estaria em queda.
O líder iraniano, que não aparece publicamente desde o fim de fevereiro após novos bombardeios no país, segundo relatos citados no texto estaria ferido, embora sem confirmação oficial sobre seu estado de saúde. Ainda conforme as informações, seu pai, Ali Khamenei, teria sido morto durante os ataques anteriores.
Em meio à escalada, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter abatido um drone norte-americano MQ-9 que teria entrado no espaço aéreo iraniano. Até o momento, a Casa Branca não comentou a ação.
O governo iraniano também afirmou que poderá responder a novas violações do cessar-fogo, dizendo se reservar o direito “legítimo e definitivo” de retaliação caso os Estados Unidos descumpram o acordo.
Do lado norte-americano, o comando militar dos Estados Unidos para o Oriente Médio, o Centcom, afirmou que os ataques foram realizados em “legítima defesa”. Segundo a instituição, os alvos incluíram locais de lançamento de mísseis e embarcações iranianas suspeitas de tentar instalar minas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter realizado conversas com líderes de países do Golfo, além de Turquia, Egito, Jordânia e Paquistão. Ele também conversou com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em uma ligação separada.
Nos bastidores, há relatos de divergências entre estratégias diplomáticas e militares envolvendo Washington e aliados regionais, em um cenário de tensão crescente.
O cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã foi formalizado em 8 de abril, com duração inicial de duas semanas e considerado por analistas como frágil. O acordo chegou a ser estendido unilateralmente pelos Estados Unidos, mas não houve avanço definitivo nas negociações.
As delegações dos dois países chegaram a se reunir em 11 de abril, em Islamabade, mas não alcançaram um acordo após mais de 20 horas de conversas. Desde então, as tratativas vêm ocorrendo com mediação do Paquistão.
Antes dos novos ataques, o governo iraniano afirmou que avanços haviam sido registrados nas negociações, mas destacou que um acordo final ainda não estava próximo.
Enquanto isso, o presidente norte-americano também teria endurecido exigências diplomáticas envolvendo os Acordos de Abraão, que buscam a normalização das relações entre Israel e países árabes. Alguns países já assinaram os acordos, mas outros seguem resistentes, especialmente após a escalada de conflitos na região.



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