Empresária é investigada como suposta intermediária entre o Careca do INSS e o filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
A PF (Polícia Federal) colheu na manhã desta quarta-feira (20) o depoimento da empresária Roberta Luchsinger, investigada no âmbito das fraudes do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Segundo apurou a CNN, a oitiva durou cerca de 1h30.
A oitiva ocorreu por videoconferência e fez parte um esforço da PF para concluir ao menos 35 depoimentos pendentes relacionados ao esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões.
Ao ouvir Luchsinger, os investigadores tiveram como objetivo esclarecer a relação de Roberta com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo relatórios da Polícia Federal que constam de decisões autorizando fases da chamada "Operação Sem Desconto", a empresária teria trabalhado para o "Careca do INSS", sendo uma possível operadora financeira e política do esquema de fraudes.
Os recursos obtidos de forma ilícita, de acordo com as investigações, eram distribuídos por uma série de empresas para permitir a lavagem e a ocultação dos valores subtraídos de aposentados e pensionistas.
Nesse contexto, uma empresa registrada em nome de Roberta, a RL Consultoria e Intermediações Limitada, teria recebido quase um milhão e meio de reais em transferências oriundas da Brasília Consultoria Empresarial Limitada, empresa considerada de fachada e ligada ao Careca do INSS.
A Polícia Federal apontou que essas transferências ocorreram sem nenhuma prestação de serviço que justificasse os repasses, configurando indícios de lavagem de dinheiro.
A investigação também aponta uma relação de proximidade entre Roberta Luchsinger e Lulinha. Em razão dessa proximidade, a CPMI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do INSS tentou, por diversas ocasiões, convocar a empresária para prestar depoimento.
Os requerimentos, no entanto, foram rejeitados, uma vez que o governo detinha maioria naquela CPMI. Parlamentares também chegaram a apontar, no âmbito da comissão, os indícios levantados pela Polícia Federal e as relações de proximidade com Lulinha.
Por: CNNBrasil



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