Surto respiratório em navio Hondius já matou três pessoas. OMS investiga possível transmissão entre passageiros e tripulação.
Autoridades de saúde internacional investigam um surto de síndrome respiratória a bordo do navio Hondius, que já resultou na morte de três pessoas durante a travessia no Atlântico. A Organização Mundial de Saúde (OMS) informou que médicos devem embarcar nesta terça-feira para retirar dois tripulantes com sintomas, diante da suspeita de propagação da doença entre os ocupantes.
Inicialmente, a OMS avaliava como mínimo o risco de disseminação global, mas passou a considerar a possibilidade de transmissão entre humanos dentro da embarcação, especialmente entre pessoas que tiveram contato direto com infectados. Os dois tripulantes que serão retirados apresentam quadros respiratórios, sendo um leve e outro grave, necessitando de atendimento urgente.
O navio permanece em quarentena em Cabo Verde após a confirmação de dois casos de hantavírus e a identificação de outros cinco casos suspeitos. Entre os confirmados está uma mulher que teve contato com um passageiro que morreu em 11 de abril e um homem transferido para Joanesburgo, onde segue internado em estado grave.
Os casos suspeitos incluem dois passageiros que morreram — um homem em 11 de abril e uma mulher em 2 de maio — além de três pessoas que permanecem a bordo com sintomas como febre alta e problemas gastrointestinais, sendo dois membros da tripulação.
Com 147 pessoas a bordo, o navio pode seguir para as ilhas Canárias, na Espanha. A diretora da OMS, Maria Van Kerkhove, afirmou que a organização trabalha em conjunto com autoridades espanholas para receber a embarcação, realizar investigação epidemiológica completa, desinfecção total e avaliação de risco dos passageiros. No entanto, o governo espanhol ainda não confirmou oficialmente a operação.
A OMS informou que está conduzindo uma avaliação completa do risco à saúde pública em parceria com autoridades locais e a operadora Oceanwide. Investigações laboratoriais e epidemiológicas seguem em andamento, enquanto assistência médica é prestada aos passageiros e tripulantes.
Entre os ocupantes do navio há um cidadão português, integrante da tripulação, que, segundo autoridades, está bem e não solicitou apoio até o momento.



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