Conselho Deliberativo do Corinthians votará possível expulsão de Andrés Sanchez após investigação sobre gastos com cartões corporativos.
O Conselho Deliberativo do Corinthians marcou para o próximo dia 25 de maio a sessão que definirá o futuro político de Andrés Sanchez no clube. O ex-presidente poderá ser expulso do quadro associativo alvinegro após recomendação unânime da Comissão de Ética e Disciplina, que concluiu investigação sobre supostos gastos pessoais com cartões corporativos durante sua última gestão, entre 2018 e 2020.
O parecer será analisado pelo plenário do Conselho Deliberativo, responsável por decidir se aceita ou não a recomendação apresentada pelos órgãos internos do clube. O caso envolve cerca de 50 despesas consideradas suspeitas pela Comissão de Justiça do Corinthians, somando aproximadamente R$ 190 mil.
Segundo a investigação interna, parte dos gastos não apresentou comprovação de vínculo com atividades institucionais do clube. Entre as despesas apontadas estão pagamentos em hospitais, clínicas, farmácias, lojas de móveis e eletrônicos, além de custos relacionados a táxi aéreo e centros automotivos.
Os órgãos responsáveis pela apuração afirmam que não foram encontrados documentos que justificassem a utilização dos recursos em benefício do Corinthians. Diante disso, a Comissão de Ética decidiu, de forma unânime, recomendar a expulsão de Andrés Sanchez do quadro associativo.
O presidente da Comissão de Ética e relator do processo, Leonardo Pantaleão, apresentou parecer favorável à exclusão do ex-dirigente, acompanhado integralmente pelos demais integrantes do órgão.
Além do processo administrativo no Corinthians, Andrés Sanchez também foi alvo de denúncias do Ministério Público de São Paulo. O ex-presidente respondeu a acusações relacionadas a apropriação indébita, lavagem de dinheiro e supostas irregularidades tributárias envolvendo o uso dos cartões corporativos.
Parte das denúncias acabou rejeitada pela Justiça sob entendimento de ausência de justa causa para abertura de ação penal. Apesar disso, alguns desdobramentos do caso seguem em discussão no âmbito judicial.
Internamente, o episódio é tratado como um dos mais sensíveis dos últimos anos no Parque São Jorge, principalmente pelo peso político de Andrés Sanchez na história recente do Corinthians. O ex-dirigente presidiu o clube em diferentes períodos e segue como uma das figuras mais influentes da política corintiana.
Durante o andamento do processo interno, Andrés Sanchez abriu mão do direito de prestar depoimento, segundo apuração da Gazeta Esportiva à época. Com isso, a investigação foi concluída e o relatório final encaminhado ao Conselho Deliberativo para votação.



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