Violência entre gangues no Haiti provoca mortes, incêndios em casas e fuga de centenas de moradores, segundo ONG.
Confrontos entre gangues armados no Haiti provocaram mortes, incêndios em habitações e a fuga de centenas de pessoas para áreas consideradas mais seguras, segundo informações divulgadas por Fritznel Pierre, responsável por uma organização de defesa dos direitos humanos, ao meio local Magik9.
De acordo com o ativista, os ataques são conduzidos por uma coligação de grupos armados, entre eles Chien Méchant, 400 Mawazo e os Talibanes. As organizações criminosas disputam o controlo de territórios estratégicos onde estão instaladas empresas.
Até ao momento, as autoridades haitianas não divulgaram números oficiais de mortos ou feridos relacionados com os confrontos.
A representação da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) no Haiti alertou na terça-feira para o agravamento da violência na região. Diante da escalada dos combates, a entidade decidiu retirar temporariamente um dos seus hospitais localizado em Cité-Soleil.
Também na terça-feira, o primeiro-ministro do Haiti, Alix Didier Fils-Aimé, convocou um conselho de ministros extraordinário para discutir a crise de segurança no país. Segundo o Governo, foram definidas “instruções claras e medidas concretas” para reforçar imediatamente a capacidade operacional das forças de segurança e garantir uma resposta coordenada contra a criminalidade.
O Haiti enfrenta uma grave crise de violência armada. Segundo o mais recente relatório do Escritório Integrado das Nações Unidas para o Haiti (BINUH), pelo menos 1.642 pessoas morreram e 745 ficaram feridas no país apenas no primeiro trimestre deste ano.



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