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22.4.26

The Wall Street Journal compara PCC à máfia italiana

The Wall Street Journal compara PCC a uma multinacional do crime e destaca expansão global do grupo e atuação em 30 países

O Primeiro Comando da Capital (PCC) foi comparado à máfia italiana e descrito como uma organização com eficiência de multinacional pelo jornal norte-americano The Wall Street Journal, em reportagem publicada na segunda-feira (20). Segundo o veículo, a facção se tornou uma das maiores organizações criminosas do mundo, com atuação global no tráfico de drogas.

De acordo com a publicação, o PCC estaria “reformulando os fluxos globais de cocaína da América do Sul para os portos mais movimentados da Europa e avançando em direção aos Estados Unidos”. Autoridades norte-americanas já identificaram pessoas ligadas ao grupo em estados como Flórida, Nova York, Nova Jersey, Connecticut e Tennessee. Em Massachusetts, 18 brasileiros foram acusados no ano passado por suposta ligação com a facção.

O jornal afirma que o grupo criminoso conta com cerca de 40 mil membros e atua em 30 países, estando presente em todos os continentes, com exceção da Antártida. Segundo a reportagem, há discussões nos Estados Unidos sobre a possibilidade de classificar o PCC como uma Organização Terrorista Estrangeira, proposta que não conta com apoio do governo brasileiro.

A publicação também descreve o PCC como uma organização de estrutura altamente organizada, com perfil discreto e comportamento semelhante ao de uma empresa. O texto destaca que novos integrantes seguem um código interno rígido e que rituais de entrada podem ocorrer até por videoconferência.

O The Wall Street Journal ainda aponta que integrantes da facção estariam atuando disfarçados de pastores em regiões remotas do Brasil para recrutamento e movimentação financeira. Segundo o jornal, a facção teria ligação com a criação de ao menos sete igrejas no Rio Grande do Norte em 2023, usadas para lavagem de dinheiro do tráfico.

Além disso, o grupo também utilizaria postos de gasolina, imóveis, motéis, concessionárias e empresas de construção para movimentar recursos ilícitos. A facção também recrutaria membros dentro e fora de presídios, incluindo países como Colômbia, Peru e Bolívia, ampliando sua atuação na região amazônica.

A reportagem ainda descreve o PCC como uma espécie de “governo do mundo ilegal”, responsável por regular o tráfico internacional. Especialistas citados pelo jornal afirmam que a organização opera com regras internas rígidas, baseadas em conceitos como lealdade e igualdade entre os membros.

Além do tráfico de drogas, o grupo também estaria envolvido em outras atividades ilícitas, como mineração de ouro, extração de madeira, tráfico de pessoas, pesca ilegal, caça predatória e exploração de comunidades indígenas. Segundo a publicação, a estrutura descentralizada e altamente organizada é um dos fatores que dificultam o combate e a desarticulação da facção.

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