Paraíba teve 202.414 descargas atmosféricas até março; Energisa orienta cuidados com a rede elétrica e segurança durante tempestades.
Entre janeiro e 24 de março, a Paraíba registrou 202.414 descargas atmosféricas, segundo o Grupo STORM, responsável pelo monitoramento climático em parceria com a Energisa Paraíba. Apenas em fevereiro, cerca de 122 mil raios foram contabilizados, o maior número registrado em um mês na última década.
O total de descargas no primeiro trimestre de 2026 já se aproxima do acumulado de todo o ano de 2025, quando o estado contabilizou mais de 230 mil raios. A maior concentração nos dois primeiros meses ocorreu no Sertão (84,81%), seguida pela região da Borborema (13,40%) e pelo Litoral (1,68%).
As descargas atmosféricas representam riscos de acidentes e danos à rede elétrica. Bruno Correa, coordenador do Centro de Operações da Energisa, alerta para que ninguém tente manusear fios elétricos, mesmo que estejam no chão, recomendando contato imediato com a concessionária. Ele destaca que locais descampados e árvores concentram maior incidência de raios, e orienta que durante tempestades as pessoas permaneçam em casa ou dentro de veículos, evitando o uso de aparelhos ligados à tomada.
A Energisa realiza monitoramento contínuo das previsões climáticas, com planos estruturados para reduzir impactos de fortes chuvas e garantir rápida recomposição da rede elétrica. Entre os principais danos causados pelos raios estão sobretensão e surtos elétricos, danos a transformadores e para-raios, queima de isoladores, rompimento de cabos e falta de energia.
O órgão reforça recomendações de segurança, incluindo: não se abrigar sob árvores durante rajadas de vento, evitar estacionar perto de torres de transmissão e placas, desligar aparelhos eletrônicos, não realizar manutenção elétrica sob chuva, manter distância de áreas abertas, piscinas, lagos, antenas e locais elevados. Em casos de risco, a Energisa deve ser acionada, e para emergências, o Corpo de Bombeiros deve ser contatado pelo 193.



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