Livro de Salvatore Cernuzio detalha últimos momentos do papa Francisco, sua morte no Vaticano e bastidores do pontificado.
O jornalista Salvatore Cernuzio descreveu, em livro recém-publicado na Itália, os bastidores dos últimos momentos do papa Francisco, morto em 21 de abril de 2025, no Vaticano. O pontífice faleceu aos 88 anos, na Casa Santa Marta, após sofrer um AVC seguido de insuficiência cardíaca, em meio a um quadro de saúde fragilizado.
A morte do papa ocorreu na manhã do dia seguinte ao domingo de Páscoa. Segundo relatos, Francisco apresentou agravamento repentino do estado de saúde após um período de internação hospitalar recente. A morte foi confirmada às 7h35 no horário local, ainda de madrugada no Brasil.
De acordo com o livro “Padre: un ritratto inedito di papa Francesco”, Cernuzio relata que as últimas palavras do pontífice teriam sido dirigidas a um enfermeiro, quando pediu água e agradeceu pelo cuidado. Em seguida, o quadro clínico teria se agravado de forma irreversível.
O autor também descreve momentos finais no Vaticano, incluindo a presença de membros próximos da equipe papal e a administração de cuidados religiosos. Ele afirma que não houve falta de sacramentos no momento da morte, refutando versões que circularam sobre o episódio.
A obra reúne 144 páginas e aborda tanto a internação quanto o retorno de Francisco ao Vaticano, além do funeral. Cernuzio afirma ter tido proximidade com o pontífice nos últimos anos, inclusive durante visitas na Casa Santa Marta.
O jornalista também destaca o impacto do pontificado de 12 anos, classificando-o como um período de mudanças profundas na Igreja Católica. Entre os temas citados estão o combate a abusos, reformas internas e o processo sinodal, que envolveu discussões globais sobre o futuro da Igreja entre 2021 e 2024.
Segundo o autor, o processo sinodal gerou debates sobre temas como liderança feminina e chegou a ser visto como controverso por setores mais conservadores, embora ele avalie que os efeitos deverão aparecer ao longo do tempo.
O livro também menciona o contexto posterior ao pontificado, com a eleição do papa Leão 14 e o início de novas agendas no Vaticano, incluindo missas em homenagem a Francisco e eventos oficiais ligados ao primeiro aniversário de sua morte.
Cernuzio define o legado de Francisco como “profético”, destacando sua postura diante de crises internas da Igreja e conflitos globais, além de sua atuação em temas sensíveis como reformas institucionais e combate a abusos.



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