Novo medicamento contra Alzheimer, lecanemabe, chega ao Brasil em junho com promessa de retardar avanço da doença.
O medicamento lecanemabe, indicado para o tratamento do Alzheimer, deve chegar ao mercado brasileiro em junho, após aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em dezembro. O remédio tem como proposta retardar a progressão da doença, especialmente em estágios iniciais.
O custo mensal do tratamento com o lecanemabe será de R$ 8.108,94, sem a incidência de taxas e impostos. Com a aplicação de uma alíquota de 18%, valor comum na maioria dos estados, o preço pode chegar a R$ 11.075,62.
Classificado como um medicamento biológico, o lecanemabe é produzido a partir de organismos vivos, como células e tecidos. Sua atuação é direcionada às protofibrilas de beta-amiloide, formas tóxicas da proteína que se acumulam no cérebro e estão associadas à morte de neurônios em pacientes com Alzheimer.
De acordo com Tatiana Branco, diretora da área médica da Biogen no Brasil, o principal diferencial do medicamento está no duplo mecanismo de ação. Segundo ela, além de remover a beta-amiloide já presente no cérebro, o tratamento também reduz a formação de novas placas.
Resultados de um estudo clínico indicaram uma redução de 27% no declínio e no comprometimento clínico de pacientes que utilizaram o medicamento ao longo de 18 meses. A pesquisa, publicada no New England Journal of Medicine, contou com a participação de 1.795 pessoas em diferentes regiões, incluindo América do Norte, Europa e Ásia.
Rodrigo Nascimento, diretor médico da Eisai no Brasil, destacou que o objetivo do lecanemabe é retardar a progressão da doença, sem reverter danos cognitivos já existentes. O uso é recomendado principalmente para pacientes em fases iniciais, como aqueles com comprometimento cognitivo leve ou demência leve associada ao Alzheimer.
Especialistas reforçam que o diagnóstico precoce é fundamental para que os pacientes possam obter os melhores resultados com o tratamento.



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