João Pessoa lidera ranking negativo em educação infantil, com baixa cobertura para crianças de 4 e 5 anos.
João Pessoa foi apontada como a capital brasileira com pior índice de atendimento a crianças de 4 e 5 anos na educação infantil, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (29) pela Agência Brasil. O estudo indica que apenas 73,4% das crianças nessa faixa etária estão matriculadas em creches ou pré-escolas.
O levantamento mostra que, apesar da obrigatoriedade de matrícula a partir dos 4 anos, cerca de 26,6% das crianças dessa faixa etária na capital paraibana estão fora da escola. Além de João Pessoa, outras capitais com baixos índices são Maceió, com 64,8%, e Macapá, com 71,4%.
Em contraste, cidades como Vitória, Curitiba, São Paulo e Belo Horizonte já universalizaram o atendimento, garantindo 100% de cobertura para crianças de 4 e 5 anos.
Os dados fazem parte de um novo indicador de atendimento escolar em nível municipal, elaborado pelo Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional em parceria com fundações como Bracell, Itaú, VélezReyes+, Van Leer e o Banco Interamericano de Desenvolvimento.
A situação na capital paraibana tem gerado preocupação entre parlamentares. O vereador Fábio Carneiro criticou o cenário e afirmou que o problema é ainda mais grave no atendimento em creches.
“Quase 30% das crianças em idade de creche estão fora da escola em João Pessoa. Isso mostra o tamanho do abandono e a falta de planejamento da gestão passada”, declarou.
O parlamentar também atribuiu o resultado à falta de compromisso com a primeira infância. “João Pessoa foi deixada na lanterna da primeira infância. Enquanto outras capitais avançaram e garantiram vagas para todas as crianças, aqui faltou gestão, investimento e compromisso com o futuro”, completou.
Especialistas apontam que, apesar de avanços no país, o acesso à educação infantil ainda é um desafio em diversas regiões, especialmente no Norte e Nordeste. A baixa cobertura impacta diretamente o desenvolvimento das crianças e a rotina das famílias, que dependem das vagas para trabalhar.
Diante do cenário, aumenta a pressão por medidas como ampliação de vagas, construção de novas creches e melhorias na estrutura das unidades existentes. A universalização da educação infantil é considerada um direito garantido por lei e um passo essencial para o desenvolvimento social.



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