Flávio Bolsonaro critica Moraes após inquérito no STF e diz que atuação pode desequilibrar eleições de 2026.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, afirmou nesta quarta-feira (15) que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, tenta interferir no equilíbrio das eleições de 2026 ao autorizar a abertura de um inquérito contra ele por suspeita de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A declaração ocorre após Moraes determinar a abertura de investigação, atendendo a pedido da Polícia Federal e com aval da Procuradoria-Geral da República, para apurar uma publicação feita por Flávio nas redes sociais.
Na postagem, o senador associou Lula a crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro e apoio a terroristas, o que motivou a apuração por possível calúnia.
Em resposta, Flávio afirmou que a medida faz parte de uma estratégia para influenciar o cenário eleitoral. Segundo ele, a atuação de Moraes no Supremo pode substituir o papel que o ministro exerceu anteriormente no Tribunal Superior Eleitoral.
O senador também criticou o que considera uma repetição de práticas adotadas nas eleições de 2022, quando aliados de Jair Bolsonaro alegaram favorecimento ao atual presidente.
Além disso, Flávio declarou que o inquérito pode ser utilizado politicamente durante a campanha, mirando adversários da direita. Ele afirmou que houve violações de direitos e garantias individuais sob o argumento de defesa da democracia.
O parlamentar ainda apontou um suposto desequilíbrio entre os Poderes e defendeu que cabe ao Senado atuar para restabelecer a harmonia institucional.
As declarações ocorrem em meio a um cenário de tensão entre Legislativo e Judiciário, que também envolve críticas de outros senadores ao Supremo. O senador Alessandro Vieira, por exemplo, afirmou estar sendo alvo de ameaças após apresentar relatório de uma CPI que propunha o indiciamento de ministros da Corte.
Em resposta às demandas, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que a Advocacia da Casa estará disponível para prestar apoio aos parlamentares e defender as prerrogativas do Legislativo.
O caso segue em investigação, com prazo inicial para apuração e coleta de provas pelas autoridades competentes.



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