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25.4.26

Empresa recebeu R$ 126 mi do Master e sócio é investigado

Empresa no RJ recebeu R$ 126,6 milhões do Banco Master; sócio responde por estelionato e é alvo de investigações.

Uma empresa sediada no centro do Rio de Janeiro recebeu ao menos R$ 126,6 milhões do Banco Master entre 2022 e 2025, em transações classificadas como pagamentos por prestação de serviços. A beneficiária é a Midias Promotora LTDA, cujo sócio-administrador, Gilson Bahia Vasconcelos, já foi beneficiário de auxílio emergencial durante a pandemia e responde a processos por estelionato.

O valor recebido pela empresa supera, por exemplo, os R$ 80 milhões declarados como pagos ao escritório de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes. Apesar das cifras, a Midias possui capital social declarado de R$ 1 milhão e acumula dívida ativa de R$ 12,5 milhões com a União por impostos não pagos.

Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, Vasconcelos é apontado como um dos líderes de um suposto esquema de fraude contra aposentados e pensionistas do INSS. A denúncia descreve o uso de um programa chamado Vanguard para acessar dados das vítimas, seguido de abordagens por call center com ofertas de cartões de desconto.

De acordo com a acusação, as vítimas eram convencidas a participar de encontros presenciais para suposta emissão dos cartões, momento em que suas imagens eram captadas para reconhecimento facial. A tecnologia era então utilizada para contratação de empréstimos consignados sem consentimento, com posterior desvio dos valores.

O esquema, ainda segundo o Ministério Público, envolvia dezenas de funcionários incentivados por bonificações e prêmios. Vasconcelos chegou a ser preso preventivamente em 2024 por esse caso, permanecendo detido por quase um mês.

As investigações também apontam que, no período do desaparecimento da ex-mulher — outro caso sem relação direta com os pagamentos — ele utilizou recursos tecnológicos para simular comunicações, embora essa informação não esteja vinculada à atuação da Midias.

Além do processo criminal, Vasconcelos é citado em outras ações judiciais envolvendo supostas fraudes com empréstimos consignados. Em um dos casos, uma pensionista relata ter depositado cerca de R$ 47 mil ao empresário após promessa de investimento, sem retorno. Em outro, um militar afirma ter sido vítima de empréstimos realizados sem consentimento.

A defesa, representada por advogado, afirma que o empresário nega participação na empresa investigada no caso do call center e sustenta que as movimentações da Midias ocorrem dentro da legalidade. Segundo a nota, ele cumpre medidas cautelares e ainda não houve audiência no processo, o que impediria conclusões definitivas.

A reportagem também questionou o empresário Daniel Vorcaro sobre os serviços prestados pela Midias, mas não obteve resposta. O banco também não informou se houve apontamentos de compliance sobre o histórico do prestador.

O caso foi incluído em levantamento com base em dados enviados pela Receita Federal à CPI do Crime Organizado, que investiga movimentações financeiras e possíveis irregularidades envolvendo empresas e instituições.

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