STF decide por 4 a 0 manter prisão do banqueiro Daniel Vorcaro. Caso envolve investigação da PF e possível delação premiada.
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por unanimidade, nesta sexta-feira (20), manter a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O colegiado referendou a decisão do ministro André Mendonça, que havia determinado a detenção no início do mês.
Além de Vorcaro, também permanecerão presos o cunhado Fabiano Zettel, apontado como operador financeiro, e o escrivão aposentado da Polícia Federal Marilson Roseno da Silva, suspeito de auxiliar no acesso a informações sigilosas da investigação.
O julgamento ocorreu em plenário virtual e foi concluído com quatro votos favoráveis à manutenção das prisões. A decisão seguiu o entendimento do relator André Mendonça, acompanhado pelos ministros Luiz Fux, Nunes Marques e, por último, Gilmar Mendes, que concordou com a maioria, mas apresentou ressalvas em seu voto.
O ministro Dias Toffoli não participou do julgamento após se declarar suspeito. Ele é sócio de um resort no Paraná adquirido por um fundo de investimentos ligado ao Banco Master e investigado pela Polícia Federal.
Durante o andamento do caso, Daniel Vorcaro promoveu mudanças em sua defesa. O advogado Pierpaolo Bottini deixou o processo, sendo substituído por José Luis Oliveira, conhecido por atuar em casos de grande repercussão. A troca é interpretada como um indicativo de que o banqueiro pretende firmar um acordo de delação premiada.
Na quinta-feira (19), Vorcaro foi transferido da Penitenciária Federal em Brasília para a carceragem da superintendência da Polícia Federal. A mudança faz parte das negociações iniciais para um possível acordo de colaboração com investigadores e a Procuradoria-Geral da República.
O caso segue em investigação e pode ter novos desdobramentos a partir das tratativas envolvendo a possível delação premiada.



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