Eduardo Bolsonaro diz nos EUA que aliados vão tentar impeachment de Alexandre de Moraes caso tenham maioria no Senado.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou que aliados políticos pretendem abrir um processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes caso conquistem maioria no Senado. A declaração foi feita nesta sexta-feira (27), durante discurso na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada nos Estados Unidos.
Durante a fala, Eduardo citou a possibilidade de o senador Flávio Bolsonaro ser eleito e reforçou a expectativa de fortalecimento da base aliada da direita no Congresso. Segundo ele, futuros senadores poderiam conduzir o processo contra Moraes. O ex-parlamentar também criticou o ministro e afirmou que pretende acioná-lo judicialmente por decisões que considera injustas.
Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado, após alegar perseguição política no Brasil. Ele perdeu o mandato parlamentar por faltas e afirmou, durante o evento, que enfrenta bloqueios financeiros e restrições, como a retenção de seu passaporte.
No discurso, o ex-deputado também mencionou o ex-presidente Jair Bolsonaro, defendendo sua absolvição e projetando alinhamento político entre Brasil e Estados Unidos. Ele ainda afirmou que não teme o ministro do STF e que pretende retornar ao cenário político.
O evento contou com a participação de lideranças internacionais, como a ex-primeira-ministra do Reino Unido Liz Truss. O presidente da conferência, Matt Schlapp, declarou apoio a Eduardo, Flávio e Jair Bolsonaro.
Nos bastidores, Eduardo Bolsonaro tem atuado na articulação internacional de aliados, incluindo viagens com Flávio Bolsonaro. Segundo relatos, o grupo também tem buscado apoio externo para acompanhar o processo eleitoral brasileiro.
Na última semana, o conselheiro norte-americano Darren Beattie tentou realizar visita ao Brasil, inicialmente autorizada por Alexandre de Moraes, mas posteriormente barrada após manifestação do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Moraes justificou a decisão afirmando que a visita poderia representar interferência indevida em assuntos internos do país.
Beattie é crítico de decisões do STF e pretendia discutir temas como bloqueio de perfis em redes sociais e investigações relacionadas a desinformação. Ele também buscava reuniões com o Tribunal Superior Eleitoral, que deverá ser presidido pelo ministro Kássio Nunes Marques, com vice de André Mendonça, ambos indicados por Jair Bolsonaro.
O episódio ocorre em meio a movimentações políticas e articulações internacionais envolvendo aliados do ex-presidente, com foco no cenário eleitoral brasileiro e possíveis desdobramentos institucionais.



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