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6.2.26

Remédio contra doença degenerativa é aprovado pela Anvisa


Anvisa libera novo medicamento para Alzheimer em estágio inicial

No final de dezembro, a Anvisa aprovou o Leqembi, novo medicamento para o tratamento do Alzheimer em estágio inicial. O remédio promete desacelerar o avanço da doença.

Reportagem de Aline Imercio e Antonio Matos

Mais de 1.800.000 pessoas possuem demência no Brasil, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Pelo menos 60% deste total tem Alzheimer.

“A doença do Alzheimer, ela começa inicialmente com um comprometimento cognitivo em 85% dos casos da memória. Memória para fatos recentes”, apontou o membro da Academia Brasileira de Neurologia, Adalberto Studart. 

Por ser progressivo com o tempo, o Alzheimer pode gerar esquecimento de fatos recentes ou de atividades do dia a dia, nomes de familiares e até o comprometimento motor.

Ao longo dos anos, novos medicamentos são criados para evitar que a doença mais comum em idosos avance. “Nos anos 2021, 22, 23, começaram a sairmos estudos da chamadas terapias anti amilóides, que são medicações que removem a proteína amilóide, que é uma proteína que acreditamos que seja o pontapé inicial da doença de Alzheimer. Então, foram desenvolvidas medicações da quais duas apresentaram resultados positivos, que é o donanemab e o Lecanemab que foram aprovadas”, explicou ele. 

Uma dessas medicações foi aprovada pela Anvisa em dezembro do ano passado. O Leqembi do laboratório EAI está em fase de precificação e deve ser comercializado no segundo semestre para rede particular no Brasil pela Biagen.

“Esse estudo foi realizado em diversos centros ao redor do mundo. Ele envolveu quase 2.000 pacientes. E aí a gente testou realmente o uso ou não uso da medicação nesses pacientes. E aí se viu nesses estudos que os pacientes que usaram a medicação tiveram uma progressão muito mais lenta da doença”, frisou o diretor médico da EISAI Brasil, Rodrigo Nascimento.

O Leqembi chega como novidade ao Brasil, sendo indicado para pacientes com Alzheimer em estágio inicial. De acordo com a Anvisa, o medicamento deverá ser administrado por via intravenosa, em sessões de 1 hora a cada duas semanas. 

“O uso do medicamento, a princípio, ele é para ser feito durante o período indeterminado de tempo, enquanto a doença se mantiver na fase inicial. Obviamente que alguns pacientes podem, mesmo com o uso do medicamento, depois de um tempo progredir a doença e aí quando essa progressão acontece a gente interrompe a medicação”, alertou ele. 

Perguntado se o Leqembi deve ser incorporado ao SUS, o Ministério da Saúde respondeu que é necessário, além da aprovação da Anvisa, a precificação e a avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS.

Este neurologista acredita que testes mais longos devem comprovar a eficiência de medicações como essas, mas já observa uma evolução para o tratamento da doença. “Acredito sim que nós possamos avançar, na pesquisa do entendimento e do tratamento da doença”, completou Adalberto.

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