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26.2.26

Operação Argos já causou prejuízo de mais de R$ 100 milhões para organizações criminosas e apreende mais 1,5 tonelada de drogas

 A operação visa desarticular a liderança do maior fornecedor de entorpecentes da Paraíba, Pernambuco e Ceará.

Polícia Civil da Paraíba, por meio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público deflagraram na manhã de hoje (26) a Operação Argos contra o narcotráfico interestadual.

A ação, que visa desarticular a liderança do maior fornecedor de entorpecentes da Paraíba, Pernambuco e Ceará, já causou prejuízo de mais de R$ 100 milhões para organizações criminosas e apreendeu mais 1,5 tonelada de drogas.

A ofensiva mobilizou um efetivo histórico de mais de 400 policiais civis e contou com o apoio do Gaeco do Ministério Público, além de forças especializadas da própria instituição, como o Grupo de Operações Especiais (GOE), o Grupo de Operações com Cães (GOC), das Delegacias de Repressão a Entorpecentes (DRE) de Campina Grande e João Pessoa, da Coordeam, da Unitepol; e das Polícias Civis de São Paulo, Bahia e Mato Grosso.

No total, foram cumpridos 44 mandados de prisão e mais de R$ 100 milhões foram bloqueados de contas bancárias.

A operação teve como objetivo desarticular a organização criminosa liderada por Jamilton Alves Franco, conhecido como “Chocô”, apontado como o maior fornecedor de entorpecentes para todo o estado da Paraíba e regiões estratégicas do Sertão pernambucano e cearense. As investigações tiveram início em 2023, após sucessivas apreensões históricas de drogas que, somadas, causaram prejuízo superior a R$ 100 milhões ao grupo criminoso.

No âmbito financeiro, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 104.881.124,34 em contas bancárias vinculadas a 199 alvos investigados, além do sequestro de 13 imóveis de luxo e 40 veículos, incluindo carros esportivos e frotas utilizadas na logística do tráfico, avaliados em mais de R$ 10 milhões.

De acordo com a investigação, a organização criminosa era estruturada em núcleos gerencial, operacional e financeiro, com atuação profissionalizada no transporte interestadual de drogas, distribuição no varejo e lavagem de capitais. O grupo utilizava empresas de fachada, holdings familiares e até contratos públicos para dissimular a origem ilícita dos recursos, movimentando cerca de meio bilhão de reais desde 2023.

Com a ação, a instituição afirma ter neutralizado o tripé que sustentava a organização criminosa, logística, varejo e capital, reafirmando o compromisso com o combate qualificado ao narcotráfico e à lavagem de dinheiro em âmbito interestadual.

Confira os detalhes da Operação

 

Por: ClickPB

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