Justiça de Goiás aceita denúncia por feminicídio contra mulher acusada de matar a própria mãe a facadas em Guapó.
O Tribunal de Justiça de Goiás aceitou a denúncia do Ministério Público do Estado de Goiás e tornou ré Karem Murielly de Jesus Oliveira, de 34 anos, presa sob suspeita de matar a própria mãe a facadas. O crime ocorreu na madrugada de 25 de janeiro de 2026, em Guapó. Com a decisão, ela passa a responder formalmente pela morte de Maria de Lourdes Alves de Jesus, de 62 anos.
Karem foi denunciada por feminicídio. A Justiça acolheu o entendimento da promotoria de que o crime teve as qualificadoras de motivo fútil, crime contra ascendente — já que a vítima era mãe da investigada — e coabitação, pois ambas viviam na mesma residência.
Segundo a Polícia Civil de Goiás, Maria de Lourdes foi atingida com golpes de faca no tórax, abdômen, braços e pernas. A motivação do crime teria sido uma discordância envolvendo o corte de cabelo da filha de Karem, de 5 anos. A avó queria cortar o cabelo da neta, mas a mãe não concordou.
De acordo com as investigações, após a discussão, mãe e filha entraram em luta corporal. Conforme relato do capitão Hugo Borges Gomes, da Polícia Militar de Goiás, Karem afirmou que a mãe a feriu no pé com uma faca e que, em seguida, pegou outra faca que estava sobre a mesa e desferiu vários golpes. “Ela falou que não lembra a quantidade, mas que só parou quando cansou”, disse o oficial em entrevista à TV Anhanguera.
A suspeita está presa desde o mês passado. Segundo a polícia, ela confessou o crime, mas alegou ter agido em legítima defesa. O UOL informou que não conseguiu contato com a defesa da acusada e que o espaço permanece aberto para manifestação.
O homicídio foi presenciado pela filha de Karem, de 5 anos. Após o crime, a investigada teria ligado para uma prima e confessado o que havia feito, afirmando ainda que pretendia fugir para Minas Gerais. A prima repassou a informação a outro filho de Maria de Lourdes, que foi até a casa e encontrou a mãe caída no chão da sala, já sem vida.
As investigações também apontam que a relação entre mãe e filha era marcada por brigas frequentes. No ano passado, Maria de Lourdes registrou uma ocorrência contra Karem e solicitou medida protetiva, mas retirou a queixa dias depois. O processo agora segue em tramitação na Justiça de Goiás.



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