Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA relacionados ao criminoso sexual mencionam a apresentadora
Luciana Gimenez teve o seu nome citado no caso Epstein. A apresentadora aparece em registros de documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Imagens de material relacionado ao criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein mostrariam supostas transações para a brasileira. Em nota publicada em uma rede social, Gimenez afirma que “nunca conheceu Jeffrey Epstein e jamais teve qualquer tipo de contato pessoal, profissional ou financeiro com ele”.
“Após identificar a menção a seu nome em documentos disponibilizados no site do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Luciana entrou em contato com a instituição bancária Deutsche Bank Trust Company Americas, onde possuía conta, para compreender a razão dessa vinculação indevida e aguarda resposta”, diz a nota.
“Inicialmente e conforme informações preliminares obtidas junto ao banco, o governo americano solicitou os registros à instituição financeira em determinados períodos, sem qualquer seleção individualizada dos dados ou vinculação específica. O conjunto completo de documentos foi encaminhado e publicado na plataforma oficial, sem apuração prévia do conteúdo e contexto. Por isso, constam nos arquivos nomes de diversos clientes do banco, incluindo de Luciana, que nada têm a ver com o caso em questão e que também fizeram transações naquele período”, acrescenta.
Confira a nota na íntegra:
“A apresentadora reforça que nunca compactuou, nem compactuaria, com práticas ilícitas ou criminosas, repudiando de forma categórica qualquer tentativa de associar seu nome a essas situações.
Após identificar a menção a seu nome em documentos disponibilizados no site do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Luciana entrou em contato com a instituição bancária Deutsche Bank Trust Company Americas, onde possuía conta, para compreender a razão dessa vinculação indevida e aguarda resposta.
Inicialmente e conforme informações preliminares obtidas junto ao banco, o governo americano solicitou os registros à instituição financeira em determinados períodos, sem qualquer seleção individualizada dos dados ou vinculação específica. O conjunto completo de documentos foi encaminhado e publicado na plataforma oficial, sem apuração prévia do conteúdo e contexto. Por isso, constam nos arquivos nomes de diversos clientes do banco, incluindo de Luciana, que nada têm a ver com o caso em questão e que também fizeram transações naquele período.
A priori, as movimentações citadas que envolvem a apresentadora referem-se exclusivamente a transferências de sua conta de investimentos para sua conta de pessoa física. Por se tratarem de dados antigos, o banco está trabalhando para compilar todas essas transações internas e comprovar que se tratam de transferências da própria Luciana para si mesma. Já foi explicado e compreendido que é esse o contexto das informações divulgadas.
A apresentadora permanece à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários e pede cautela, seriedade e responsabilidade na divulgação das informações, a fim de evitar interpretações equivocadas e danos injustificados à sua reputação.“
No material divulgado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, estariam registros de transferências financeiras em que o nome de Gimenez estaria como destinatária. No entanto, não há informações sobre a origem dos recursos ou se existe ligação direta com Epstein ou atividades criminosas.
Nas redes sociais, um documento nomeado como “EFTA01299626.pdf” viralizou por supostamente mostrar uma transação financeira para a brasileira no valor de US$ 12 milhões. No entanto, o depósito teria sido feita para o fundo Trust Haze, de Epstein.
Nos arquivos divulgados, não há indicação explícita de que o dinheiro tenha sido transferido diretamente da conta do bilionário para Luciana.
Os filhos da apresentadora, Lucas Jagger e Lorenzo Gabriel, também são citados em documentos datados de 2014, 2018 e 2019.
Os documentos divulgados pelo Departamento de Justiça americano em 30 de janeiro fazem parte de um conjunto de cerca de 3,5 milhões de páginas da investigação sobre Jeffrey Epstein.
O material inclui extratos bancários, e-mails e outros registros que mencionam diversas figuras públicas, embora a simples citação nos arquivos não indique envolvimento em atividades ilegais.
Quem foi Jeffrey Epstein
Jeffrey Epstein foi um financista americano que ganhou notoriedade mundial devido a acusações e condenações por crimes sexuais. Nascido em 20 de janeiro de 1953, em Nova York, Epstein construiu uma carreira de sucesso no setor financeiro, trabalhando em bancos de investimento antes de fundar sua própria firma de gestão de investimentos.
A partir do final dos anos 90, começaram a surgir acusações contra Epstein relacionadas a abusos sexuais. Em 2008, ele se declarou culpado de solicitar prostituição de uma menor na Flórida e foi condenado a 18 meses de prisão, dos quais cumpriu 13 em regime semiaberto devido a um acordo de delação considerado por muitos como extremamente leniente.
As críticas ao tratamento judicial que Epstein recebeu aumentaram ao longo dos anos, especialmente após investigações jornalísticas revelarem a extensão de seus crimes, incluindo tráfico sexual de menores e a operação de uma rede de exploração sexual que envolvia a coação de jovens e adolescentes para atos sexuais com ele e seus associados.
Epstein tinha uma rede de contatos influente, que incluía políticos, empresários e celebridades, o que levantou suspeitas sobre até que ponto sua influência pode ter ajudado a protegê-lo das consequências legais de seus atos.
Em julho de 2019, Epstein foi preso novamente, dessa vez sob acusações federais de tráfico sexual de menores. Ele foi encontrado morto em sua cela em 10 de agosto de 2019, em um aparente suicídio, enquanto aguardava julgamento.



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