A final da Supercopa do Brasil entre Flamengo e Corinthians, disputada neste domingo e vencida pelo Timão, foi marcada por uma polêmica de arbitragem envolvendo a expulsão de Jorge Carrascal, do Rubro-Negro. O lance ocorreu pouco antes do fim do primeiro tempo, mas o cartão vermelho foi aplicado apenas após o intervalo, após revisão do VAR.
Carrascal foi expulso pelo árbitro Rafael Rodrigo Klein por uma cotovelada em Breno Bidon, fora da disputa de bola. A decisão foi tomada após o juiz ser chamado à cabine do VAR no retorno para o segundo tempo.
Árbitro demonstrou dúvida sobre protocolo
No áudio divulgado pela CBF na noite deste domingo, Klein demonstra incerteza sobre o procedimento adotado, já que a checagem ocorreu após o reinício da partida.
“Eu preciso comunicar alguma coisa aqui fora ou não? Alguém me avisa se preciso fazer alguma coisa aqui fora”, questionou o árbitro.
Orientado pela equipe do VAR de que não era necessário nenhum aviso prévio, Klein ainda assim chamou os capitães Arrascaeta, do Flamengo, e Gustavo Henrique, do Corinthians, para explicar a situação no centro do gramado.
“Durante o intervalo, a equipe VAR encontrou evidências de uma conduta violenta nesse último lance. Eu vou ser chamado agora para rever o lance, que não foi visto aqui no campo, porque se trata de uma conduta violenta e eu posso fazer isso em qualquer momento da partida”, explicou o árbitro aos jogadores.
VAR aponta conduta violenta
Responsável pelo VAR, o árbitro Rodolpho Toski Marques detalhou o lance durante a revisão, destacando que Carrascal teria atingido o rosto de Bidon com a mão fechada.
“Eu vou te mostrar o ponto de contato. Você vai ver a mão fechada, fora da disputa de bola, uma conduta violenta atingindo o queixo do adversário”, afirmou Toski.
Após a análise, Rafael Klein confirmou a expulsão.
“Eu vejo o jogador fora da disputa da bola fazendo o movimento de soco, com a mão fechada, em direção a uma parte sensível do adversário, que é o rosto. A minha decisão é cartão vermelho”, concluiu.
CBF justifica revisão após o intervalo
Também neste domingo, a CBF divulgou uma nota oficial explicando por que a revisão ocorreu apenas após o fim do primeiro tempo. Segundo a entidade, as imagens inicialmente disponíveis eram inconclusivas, o que levou ao encerramento normal da etapa inicial.
De acordo com a confederação, uma nova checagem realizada quando os jogadores já estavam nos vestiários permitiu a identificação clara da infração, fundamentando a recomendação de revisão.
A CBF ressaltou ainda que o procedimento está previsto no Livro de Regras 2025/26 e no Protocolo do VAR da FIFA, que autorizam intervenções em casos de conduta violenta a qualquer momento da partida, inclusive após o reinício do jogo.
Queda de energia afetou o VAR
A entidade também informou que houve uma queda de energia elétrica em diversos setores do estádio durante o intervalo, incluindo a cabine do VAR. O sistema de contingência manteve a operação por cerca de 15 minutos, mas, sem o restabelecimento da energia, a partida seguiu sem o uso do VAR entre os 15 e os 34 minutos do segundo tempo.
Apesar dos problemas técnicos, a CBF garantiu que a arbitragem seguiu todos os protocolos internacionais e que não houve prejuízo técnico ou esportivo à decisão da Supercopa.



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