Cássio Cunha Lima volta a falar sobre cassação de 2009, cita influência política e menciona atuação do Sistema Correio.
O ex-governador e ex-senador Cássio Cunha Lima voltou ao centro do debate político ao comentar, 17 anos depois, o processo que resultou em sua cassação. Em entrevista ao podcast Fez história, agora conta, ele levantou suspeitas sobre suposta influência no Judiciário e interesses políticos e empresariais que, segundo afirmou, teriam contribuído para sua saída do cargo em 2009.
Durante a conversa, Cássio declarou ter enfrentado uma “tempestade perfeita”, que envolveria, em suas palavras, uma decisão judicial já “predeterminada” e a atuação de um dos maiores sistemas de comunicação do Estado, o Sistema Correio de Comunicação. “Arrumaram uma cassação para mim. Foi lá e arrumaram um jeito e tiraram do governo”, afirmou.
Ao contextualizar o cenário político da época, o ex-senador citou José Maranhão (MDB) e mencionou o fato de ele ser casado com a desembargadora Fátima Bezerra Cavalcanti, sugerindo a existência de um ambiente de influência política. Segundo Cássio, tratava-se de uma “análise histórica serena”, embora tenha questionado a imparcialidade institucional naquele momento.
Ele também mencionou o empresário Roberto Cavalcanti, apontado como suplente de senador à época. Fundador do Sistema Correio de Comunicação, Cavalcanti assumiu o Senado quando Maranhão deixou a vaga para ocupar o Governo do Estado após a cassação de Cássio.
O episódio, ocorrido em 2009, permanece como um dos mais marcantes da política recente da Paraíba. As novas declarações do ex-senador reacendem o debate e devem gerar repercussões nos meios jurídico e político do Estado.



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