Presidente dos EUA, Donald Trump, reafirma intenção de controlar a Groenlândia, citando ameaça de Rússia e China, enquanto aliados da OTAN demonstram preocupação.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que sua administração tomará medidas em relação à Groenlândia “quer queiram ou não”, reiterando o desejo de assumir o controle do território autônomo da Dinamarca. Trump citou a ameaça de Rússia e China como justificativa para a ação, mesmo sem descartar o uso da força militar.
Segundo Trump, os Estados Unidos poderiam tentar um acordo “de forma fácil”, mas, caso não seja possível, a abordagem será “de forma difícil”. Questionado sobre a oferta de até 100 mil dólares aos habitantes da ilha, mencionada por agências, o presidente evitou detalhar valores.
O governo norte-americano sustenta que o controle da Groenlândia é estratégico para a segurança nacional, diante do interesse de Rússia e China no Ártico. A Casa Branca indicou que a compra da ilha está sendo considerada, mas não detalhou como a transação poderia ocorrer.
A situação gerou preocupação entre aliados da OTAN. A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, alertou que um ataque militar dos EUA poderia colocar em risco a aliança militar ocidental. Apesar disso, o comandante das forças da OTAN na Europa, general Alexus Grynkewich, afirmou que a organização continua preparada para defender todos os territórios da aliança.
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, discutiu com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, medidas para reforçar a segurança no Ártico. Países como Itália, França, Alemanha, Polônia, Espanha e Reino Unido manifestaram apoio à Dinamarca diante das exigências de Trump.
O presidente norte-americano reconheceu em entrevista ao The New York Times que talvez precise escolher entre controlar a Groenlândia e preservar a integridade da OTAN, aumentando a tensão política em torno do território ártico.





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