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17.1.26

Pentágono mobiliza porta-aviões e mantém pressão militar sobre o Irã

Pentágono desloca dois grupos de porta-aviões em meio à crise no Irã, apesar de Trump reduzir tom sobre possível ataque.

O Pentágono mobilizou dois grupos de porta-aviões em direção ao Oriente Médio para manter pressão militar sobre o Irã, mesmo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reduzir as expectativas de um ataque direto. A movimentação ocorre em meio à repressão a protestos no país persa e ao aumento da tensão regional desde o fim de 2025.

 

Embora não haja confirmação oficial sobre as missões, relatos de autoridades sob anonimato e imagens de satélite indicam que os grupos liderados pelo USS Abraham Lincoln e pelo USS George H. W. Bush deixaram suas áreas de operação e seguem para posições estratégicas que permitem ações contra o Irã.

 

O USS Abraham Lincoln iniciou deslocamento a oeste do mar do Sul da China, acompanhado por três destróieres e um submarino de propulsão nuclear. Imagens de satélite registraram a manobra do porta-aviões em direção ao mar da Arábia. A embarcação transporta mais de 5.000 tripulantes e opera caças F-35C Lightning II e F/A-18 Super Hornet. Sua escolta é equipada com mísseis de cruzeiro Tomahawk, considerados armas-chave em ataques de precisão, e pode chegar à região em uma ou duas semanas.

 

Já o USS George H. W. Bush deixou o porto de Norfolk, na costa leste dos Estados Unidos, sem aviso prévio, na terça-feira (13). No mesmo período, o USS Theodore Roosevelt saiu de San Diego para suprir a ausência do Lincoln no Pacífico. Atualmente no Atlântico Norte, o Bush costuma operar no Mediterrâneo, área considerada estratégica para eventuais ações contra o Irã, em conjunto com forças posicionadas ao sul do Golfo Pérsico.

 

Sem um comunicado oficial, há a possibilidade de que o deslocamento tenha caráter preventivo ou de treinamento. Caso siga diretamente para a região próxima a Israel, o Bush pode chegar em até duas semanas. A movimentação atende a uma lacuna operacional recente, já que, no auge das especulações sobre um ataque, nenhum grupo de porta-aviões americano estava presente na região.

 

Apesar de não serem essenciais para ataques — que podem ser realizados por mísseis de longo alcance ou bombardeiros furtivos B-2, como na operação que atingiu instalações nucleares iranianas em 21 de junho passado —, os porta-aviões ampliam o poder de fogo e a proteção às cerca de 20 bases americanas no Oriente Médio.

 

Relatos da imprensa americana também apontam o deslocamento de sistemas de defesa aérea, caças e bombardeiros para bases regionais. Na quarta-feira (14), no auge da tensão, começou a evacuação de pessoal não essencial, inclusive na base de Al-Udeid, no Qatar, alvo de uma retaliação simbólica do Irã após o ataque de junho.

 

No mesmo dia, Trump afirmou ter sido informado por uma autoridade iraniana de que a repressão aos protestos havia cessado, após a morte de mais de 3.500 manifestantes contrários ao regime islâmico, no poder desde 1979. A violência vinha sendo usada como justificativa para uma possível ação militar.

 

A movimentação militar mantém incertezas sobre a real intenção dos Estados Unidos. Aliados regionais e Israel demonstram cautela diante de um novo confronto. Segundo o Washington Post, o governo de Binyamin Netanyahu e o regime iraniano teriam se comunicado por meio da Rússia para evitar ataques mútuos caso Washington avance militarmente.

 

Países árabes rivais do Irã, como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, acompanham a situação com preocupação, sobretudo pelo impacto no comércio global de energia, já que cerca de 20% do petróleo e 20% do gás liquefeito do mundo passam pelo estreito de Hormuz, área sob influência estratégica iraniana.

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