Ex-jogador e treinador Mauro Soares morreu aos 57 anos vítima de infarto; ídolo da Desportiva marcou época no futebol capixaba.
O futebol capixaba encerra o ano de luto com a morte de Mauro Soares Cabral, ex-jogador e treinador, que faleceu nesta quarta-feira, aos 57 anos, vítima de infarto. A informação foi confirmada por Mário Matador, amigo pessoal e ex-atacante. Até o momento, não foram divulgados detalhes oficiais sobre velório e sepultamento.
Natural de Vitória, Mauro Soares nasceu em 16 de novembro de 1968 e foi um dos nomes mais representativos do futebol do Espírito Santo nas últimas décadas. Meio-campista, iniciou a carreira profissional defendendo clubes do estado, onde rapidamente ganhou destaque antes de alcançar projeção nacional e internacional.
Como jogador, construiu sua trajetória principalmente na Desportiva Ferroviária. No início dos anos 1990, tornou-se peça fundamental da equipe grená em campanhas marcantes, que resultaram em acesso no Campeonato Brasileiro e conquistas estaduais. O desempenho abriu portas no exterior e, em 1992, Mauro Soares foi negociado com o futebol europeu.
Em Portugal, atuou por clubes tradicionais como Belenenses, Sporting CP, Farense e Campomaiorense. Durante esse período, acumulou experiência na Primeira Liga portuguesa, enfrentando algumas das principais equipes do país e consolidando sua passagem pelo futebol internacional. Após retornar ao Brasil, ainda defendeu equipes capixabas, entre elas o Rio Branco-ES.
Depois de encerrar a carreira como atleta, Mauro Soares permaneceu ligado ao futebol como treinador. Iniciou a nova fase em 2008, no GEL, e comandou clubes como Rio Branco-ES, Desportiva Ferroviária e Rio Branco de Venda Nova, onde trabalhou pela última vez, em 2018. A relação com a Desportiva se manteve ao longo dos anos, com retornos em diferentes momentos.
O trabalho mais lembrado à beira do campo foi justamente à frente da Desportiva Ferroviária. Sob seu comando, o clube conquistou o Campeonato Capixaba, garantiu o acesso à elite do futebol estadual e venceu a Copa Espírito Santo de 2012, campanha que marcou sua trajetória como treinador e reforçou seu legado no futebol do Espírito Santo.



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