O Palmeiras divulgou, nesta quinta-feira (12), uma nota oficial em conjunto com Athletico-PR, Atlético-MG, Botafogo e Chapecoense, defendendo o uso dos gramados sintéticos nos estádios brasileiros. O posicionamento ocorreu após declarações do presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, que criticou duramente a tecnologia e pediu seu banimento em proposta enviada à CBF.
Clubes defendem segurança e regulamentação
Na nota, os clubes afirmam que o gramado sintético é uma tecnologia segura, regulamentada e alinhada às práticas internacionais, ressaltando que não há estudos científicos conclusivos que indiquem aumento de lesões em comparação ao gramado natural.
“Athletico Paranaense, Atlético, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras reafirmam sua posição em defesa dessa tecnologia, adotada de forma responsável, regulamentada e alinhada às melhores práticas internacionais”, diz o texto.
Os clubes também destacaram que não existe padronização de gramados no Brasil, argumentando que reduzir o debate à crítica ao sintético é “simplificar um tema complexo e tecnicamente equivocado”.
Crescimento do uso do sintético no Brasileirão
Com os acessos de Athletico-PR (Arena da Baixada) e Chapecoense (Arena Condá) para a Série A, a temporada de 2026 terá 30% dos times mandando jogos em gramado sintético — índice inédito na competição. Além deles, Palmeiras (Allianz Parque), Botafogo (Nilton Santos) e Atlético-MG (Arena MRV) também utilizam o piso artificial.
Críticas de Bap ao sintético
O presidente do Flamengo voltou a criticar os campos artificiais durante evento da CBF na última segunda-feira. Ele pediu o fim dos gramados sintéticos e defendeu maior padronização dos campos no país.
“Campo de plástico, não. Quem pensa em ganhar dinheiro fazendo shows deveria trocar de negócio. Saia do futebol e vá viver de show business”, declarou Bap.
Além das críticas, o Flamengo enviou proposta à CBF solicitando melhorias gerais e padronização dos gramados no cenário nacional — incluindo a eliminação do piso artificial.
Nota oficial completa
A nota assinada por Athletico-PR, Atlético-MG, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras reforça que o debate sobre a qualidade dos gramados é legítimo, mas precisa ser conduzido com responsabilidade, dados objetivos e conhecimento técnico, e não com “narrativas que distorcem a realidade”.
Os clubes defendem que o gramado sintético de alta performance supera gramados naturais mal conservados encontrados em diversos estádios do país e reforçam que a discussão deve considerar toda a complexidade do tema, sem ataques diretos ou generalizações.
A posição conjunta amplia a tensão no debate sobre a padronização dos gramados e promete movimentar os bastidores do futebol brasileiro nos próximos meses.



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