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27.12.25

Copa do Mundo de 2026 prevê risco de calor extremo nos estádios

Altas temperaturas preocupam organizadores da Copa do Mundo de 2026 e levantam alertas para a saúde de jogadores e torcedores.

Os países anfitriões da Copa do Mundo de 2026 — Estados Unidos, México e Canadá — enfrentam o desafio das altas temperaturas previstas para o período do torneio, que será disputado entre 11 de junho e 19 de julho, no verão do hemisfério norte. O calor extremo preocupa organizadores, especialistas e sindicatos de jogadores, devido aos riscos à saúde de atletas, árbitros e torcedores.

 

No SoFi Stadium, em Inglewood, na Califórnia, que receberá oito partidas do Mundial, a organização já se prepara para temperaturas elevadas. O estádio contará com cerca de quinze ventiladores gigantes equipados com vaporizadores, que serão acionados caso a temperatura ultrapasse 26,7°C. Apesar de não ser climatizado, o local possui um teto a 45 metros do campo que fornece sombra e permite a circulação de ar.

 

Segundo Otto Benedict, vice-presidente de operações da empresa responsável pelo estádio, a expectativa de público de até 70 mil pessoas exige planejamento para situações de calor extremo. Ele afirma que a administração busca estar pronta para reagir às condições climáticas adversas.

 

O cenário, no entanto, é mais complexo em outros estádios menos modernos. Além disso, o sul da Califórnia não é apontado como a região de maior risco térmico durante a competição. Um estudo publicado no International Journal of Biometeorology identificou seis cidades-sede consideradas de “alto risco” para calor extremo: Monterrey, Miami, Kansas City, Boston, Nova York e Filadélfia.

 

Outro relatório, intitulado Pitches in Peril, da associação Football for Future, indica que essas cidades registraram em 2025 temperaturas acima de 35°C na escala WBGT, que considera calor e umidade e representa o limite da adaptação humana ao calor.

 

As condições climáticas já geraram críticas durante a Copa do Mundo de Clubes realizada nos Estados Unidos em 2025. Como resposta, a Fifa decidiu adotar pausas para hidratação aos 22 e 67 minutos de todas as partidas da Copa do Mundo de seleções, independentemente do clima. A entidade também priorizou jogos ao meio-dia em estádios com ar-condicionado e partidas noturnas em regiões mais vulneráveis ao calor.

 

De acordo com um porta-voz do sindicato de jogadores FIFPro, as mudanças refletem as lições aprendidas no torneio de clubes, embora ainda existam partidas consideradas de alto risco. O sindicato recomenda o adiamento de jogos quando as temperaturas ultrapassarem 28 graus na escala WBGT.

 

Especialistas alertam que os riscos não se limitam aos jogadores. Christopher Fuhrmann, da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), afirma que o perigo para os torcedores costuma ser subestimado, já que o calor interno dos estádios tende a ser maior e muitos espectadores podem apresentar problemas de saúde agravados pelo consumo de álcool e pela falta de hidratação adequada.

 

A Fifa ainda não definiu regras sobre o acesso dos torcedores à água nos estádios. Já o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos atuará em conjunto com a entidade e autoridades locais para monitorar as condições climáticas e auxiliar na tomada de decisões, com foco na prevenção e na segurança durante o torneio.

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