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2.9.25

Maduro denuncia navios dos EUA no Caribe e ameaça reação armada

Nicolás Maduro afirma que oito navios militares dos EUA se dirigem à Venezuela e promete “luta armada” em caso de agressão.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta segunda-feira (1º) que oito embarcações militares dos Estados Unidos, acompanhadas de um submarino, estão se dirigindo ao território venezuelano. Ele prometeu que o país entrará em uma “luta armada” caso seja alvo de agressão.

 

Em entrevista coletiva, Maduro declarou que os navios de guerra portam cerca de 1.200 mísseis “apontados” para a Venezuela e classificou o movimento como “a maior ameaça à América Latina do último século”. Segundo ele, Caracas não se curvará a pressões externas.
"Se a Venezuela for agredida, passaria imediatamente ao período de luta armada em defesa do território nacional e da história e do povo da Venezuela", disse.

 

O envio das embarcações pelos Estados Unidos foi anunciado em agosto pelo governo de Donald Trump, que justificou a operação como parte do combate a cartéis de drogas na região. Além dos navios, a ação envolve aviões espiões P-8, 4.500 militares e um submarino nuclear.

 

Oficialmente, Washington não confirma nem descarta uma intervenção contra o regime venezuelano. A Casa Branca afirmou apenas que utilizará “toda a força” contra Maduro, acusado pelos EUA de liderar o chamado Cartel de los Soles e classificado como fugitivo da Justiça, com recompensa de US$ 50 milhões por informações que levem à sua captura.

 

Contexto e análises:


Analistas internacionais consideram que o envio de uma frota de grande porte, incluindo um esquadrão anfíbio, é desproporcional para uma simples operação antidrogas e pode indicar preparação para uma ofensiva militar. O cientista político Maurício Santoro avalia que, embora uma invasão terrestre seja pouco viável no momento, ataques aéreos não estão descartados.

 

Há também especulações de que o interesse norte-americano esteja ligado às reservas de petróleo da Venezuela, as maiores do mundo, estimadas em 302,3 bilhões de barris, segundo o Relatório Mundial de Energia de 2025.

 

Enquanto mobiliza militares e milicianos para reforçar a defesa, o governo venezuelano classifica a operação dos EUA como “criminosa e imoral”. Resta saber se a movimentação naval de Washington busca apenas pressionar Maduro ou se representa o prenúncio de uma ação militar direta.

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