Cinco policiais militares envolvidos na chacina do Conde têm prisão revogada e passam a cumprir medidas cautelares, diz decisão da Justiça da Paraíba.
Justiça da Paraíba determinou, na terça-feira (9), a revogação da prisão de cinco policiais militares suspeitos de envolvimento na chacina do Conde, ocorrida em fevereiro de 2025, que resultou na morte de cinco jovens na Ponte do Arco. A decisão segue recomendação do Ministério Público da Paraíba (MPPB) e estabelece medidas cautelares para os envolvidos.
Medidas cautelares
As medidas aplicadas aos policiais são:
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Uso de tornozeleira eletrônica;
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Afastamento do serviço operacional (patrulhamento ou atuação tática);
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Proibição de contato com familiares das vítimas, testemunhas e outros investigados;
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Restrição de acesso a localidades próximas às residências das vítimas;
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Recolhimento domiciliar das 20h às 5h e em dias de folga;
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Comparecimento mensal em juízo;
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Proibição de se ausentar da comarca por mais de 10 dias sem autorização judicial.
As medidas valem para cinco dos seis policiais presos: Mikhaelson Shankley Ferreira Maciel, Edvaldo Monteval Alves Marques, Wellyson Luiz de Paula, Marcos Alberto de Sá Monteiro e Kobosque Imperiano Pontes.
O sexto suspeito, Alex William de Lira Oliveira, está nos Estados Unidos e teve seu mandado temporário convertido em prisão preventiva, por não ter sido localizado. A juíza justificou a decisão citando o risco de “fuga do distrito da culpa”, conforme artigo 312 do Código de Processo Penal.
Execução da decisão
A Justiça determinou a expedição dos alvarás de soltura e a imediata colocação das tornozeleiras eletrônicas para os cinco policiais beneficiados.
Relembre o caso
A chacina ocorreu em 15 de fevereiro de 2025, na Ponte do Arco, que liga zonas rurais de João Pessoa e do Conde. Cinco jovens foram atingidos por tiros dentro do carro em que estavam e morreram no Hospital de Trauma de João Pessoa, apesar de terem sido socorridos. Cinco policiais foram presos e um segue foragido, suspeitos de envolvimento no crime.



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