Tribunal argentino penhora bens de irmãs e advogado de Diego Maradona por gestão fraudulenta da marca do ex-jogador, morto em 2020.
A Justiça da Argentina determinou nesta quinta-feira (18) a penhora dos bens de duas irmãs de Diego Maradona, de seu advogado e de outras três pessoas por suposta gestão fraudulenta da marca do ex-jogador, falecido em 2020.
De acordo com decisão de um tribunal de segunda instância de Buenos Aires, foram processados o advogado Matías Morla e dois de seus assistentes, acusados de administrar de forma irregular a marca “Diego Maradona” e seus derivados. Segundo os filhos do craque, os direitos deveriam ter sido transferidos a eles após a morte do ídolo.
As irmãs Rita e Claudia Maradona, além de uma tabeliã, foram incluídas como “partícipes necessárias”. A todos os envolvidos foi aplicada uma multa de 2 bilhões de pesos argentinos, o equivalente a cerca de R$ 7 milhões no câmbio oficial.
O tribunal considerou que a sociedade criada por Morla para gerir a marca funcionava como uma “mera fachada” e que Maradona ainda administrava seus bens no momento de sua morte. Nessas condições, os direitos patrimoniais passam imediatamente aos herdeiros, neste caso, os filhos.
O processo foi iniciado em 2021, quando Dalma e Giannina, duas das filhas do ex-jogador, acusaram Morla e os demais envolvidos de se apropriarem da marca, que possui contratos milionários em diversos países. Posteriormente, os outros três filhos também se uniram à ação.
O caso corre paralelamente ao julgamento que apura a responsabilidade de oito profissionais de saúde na morte de Maradona, em 25 de novembro de 2020, causada por edema pulmonar enquanto se recuperava de uma cirurgia. Um primeiro julgamento foi anulado em maio após o afastamento de uma magistrada, acusada de produzir clandestinamente um documentário sobre o processo. Ainda não há nova data definida para a retomada.
Por Redação



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