Donald Trump confirma reunião com Vladimir Putin no Alasca em 15 de agosto. Líder americano sugere trocas de território para acordo de paz na Ucrânia.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (8) que se reunirá com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, no próximo dia 15 de agosto, no estado do Alasca.
Em publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou que o encontro será “tão aguardado” e prometeu divulgar mais detalhes em breve. Caso seja confirmado, será a primeira cúpula entre líderes de EUA e Rússia desde 2021, quando Joe Biden se reuniu com Putin em Genebra, na Suíça.
O anúncio ocorreu horas após Trump sugerir que um eventual acordo de paz para a Ucrânia poderia incluir “trocas de território” entre Moscou e Kiev, medida que, segundo ele, “beneficiaria ambos os lados”, embora reconheça que as negociações são “complicadas”.
“O presidente Putin, acredito, quer ver a paz, e Zelensky quer ver a paz”, disse Trump, sem entrar em detalhes sobre quais territórios estariam em discussão.
A Rússia exige que a Ucrânia ceda as regiões parcialmente ocupadas de Donetsk, Lugansk, Zaporizhzhia e Kherson, além da Crimeia, anexada em 2014. Moscou também demanda que Kiev desista de aderir à OTAN e de receber armas ocidentais. O governo ucraniano rejeita essas condições e insiste na retirada total das tropas russas e em garantias de segurança do Ocidente, incluindo fornecimento contínuo de armamentos e eventual envio de forças europeias.
Trump já havia sinalizado a líderes europeus a intenção de se encontrar com Putin antes de uma possível reunião tripla com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. No entanto, declarou que aceitaria o encontro mesmo sem a presença do líder de Kiev. O Kremlin, por sua vez, descarta reunião direta entre Putin e Zelensky antes de um acordo prévio sobre os termos de paz.
Na Casa Branca, durante a assinatura de um tratado entre Armênia e Azerbaijão, Trump declarou que as partes estão “se aproximando” de um cessar-fogo.
“A Europa quer a paz. Milhões de pessoas morreram”, afirmou.
A guerra na Ucrânia começou em 24 de fevereiro de 2022, quando a Rússia invadiu o país alegando proteger minorias separatistas no leste e “desnazificar” o território. Kiev, independente desde 1991, vem se afastando da influência de Moscou e estreitando laços com o Ocidente.
Por Redação



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