Gilberto Gil voltou aos palcos após morte de Preta Gil. Em show em São Paulo, falou sobre luto, música e longevidade artística aos 83 anos.
Gilberto Gil voltou aos palcos nesta quarta-feira (21), em São Paulo, pela segunda vez desde a morte de sua filha, Preta Gil, em julho. O artista se apresentou em evento da rede sueca de fast fashion H&M, no Auditório do Ibirapuera, que também contou com Anitta, Agnes Nunes, Tyla e o DJ Maz.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, Gil falou sobre o processo de luto: “A morte dela, a falta dela é uma coisa pesarosa. Já foi muito mais intenso nos primeiros dias, provocador da lágrima, do choro. Mas sempre falo que a gente teve um tempo longo para se familiarizar com a passagem da Preta. Isso tem um efeito calmante, de certa forma”, disse.
O show foi uma exceção em meio à turnê “Tempo Rei”, iniciada com apoio de Preta Gil. “Eu tinha um certo receio quando fui começar, mas ela dizia: ‘pai, vai em frente’. Ela me animava, participou quando pode participar”, lembrou o cantor. A turnê volta a São Paulo em outubro, passa por Argentina e Chile, e termina em março, em Belém.
Aos 83 anos, Gil ressalta que seguirá cuidando da saúde e mantendo a música como parte essencial de sua vida. “Vou ficar à disposição do meu próprio cuidado e bem-estar. E fico também à disposição da música, pois ela tem sempre sido minha fonte principal de sintonia”, afirmou.
O artista destacou ainda que sua geração tem buscado viver melhor na longevidade. Recentemente, gravou novas versões de clássicos como “Palco” com João Gomes e “Vamos Fugir” com Samuel Rosa. Mesmo sem lançar inéditas, segue compondo em casa.
No palco, Gil apresentou canções como “Funk-se quem puder”, “Andar com Fé” e “Palco”. Para ele, cantar segue sendo uma forma de manter viva a memória de Preta Gil: “Acho que isso tudo está numa fase de decantação hoje. Isso decantando, e eu, cantando”, disse, entre risadas contidas.
Por Redação



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