Setor atacadista da Paraíba cresce 21,7% em empregos formais e lidera avanço no comércio estadual, segundo dados do IBGE divulgados nesta quinta-feira (7).
O setor de comércio atacadista da Paraíba registrou um crescimento expressivo de 21,7% em empregos formais nos últimos 10 anos, segundo dados da Pesquisa Anual do Comércio (PAC) do IBGE, divulgados nesta quinta-feira (7). O número de pessoas empregadas no segmento saltou de 19.910 em 2014 para 24.228 em 2023, alcançando o maior índice da série histórica.
Em comparação ao período pré-pandemia (2019), a alta foi ainda mais significativa: 32,2%, com a inclusão de quase 6 mil novos postos de trabalho. Na comparação anual com 2022, o crescimento foi de 14,1%, resultado muito acima da média nacional, que ficou em 5,8%.
Participação no mercado e salários
A participação do atacado no total de empregos do comércio estadual também aumentou. Em 2014, representava 16,4%, e em 2023 atingiu 18,8% — um ganho de 2,4 pontos percentuais na década.
O segmento também se destacou na remuneração: o salário médio no atacado foi de 1,9 salário mínimo, o maior entre os segmentos do comércio estadual, superando o varejo (1,4) e o setor de veículos, peças e motocicletas (1,7). No total, os trabalhadores do setor receberam R$ 782,2 milhões em 2023, representando 23,9% da massa salarial do comércio paraibano — maior participação da série histórica.
Número de empresas
Em 2023, havia 2.163 unidades locais de empresas atacadistas na Paraíba, um crescimento de 22,5% em relação a 2014. Comparado a 2022 (2.283 unidades), houve uma leve retração de 5,3%.
Mesmo com essa redução, o atacado ampliou sua participação no número total de empresas do comércio estadual na última década: de 7,4% em 2014 para 9,2% em 2023.
Receita do comércio e posição regional
O comércio paraibano como um todo gerou R$ 79,6 bilhões em receita bruta de revenda em 2023, o que garantiu ao estado 7,1% de participação no setor no Nordeste — um avanço de 0,4 ponto percentual em relação a 2013.
Apesar de ocupar a 11ª posição nacional em receita, a Paraíba foi o 5º maior mercado comercial do Nordeste, à frente de estados como Sergipe, Alagoas, Piauí e Rio Grande do Norte.
O segmento atacadista foi o que mais cresceu em participação na receita bruta do estado: de 36,8% em 2014 para 40,4% em 2023, um ganho de 3,6 p.p. No mesmo período, o varejo caiu de 52,6% para 50,1%, e o setor de veículos, peças e motocicletas recuou de 10,6% para 9,5%.
Emprego total e desafios do varejo
No total, o comércio paraibano empregava 128.573 pessoas em 2023, um crescimento de 5,9% em relação a 2014. O atacado foi o principal motor desse crescimento.
Enquanto isso, o varejo, embora siga como maior empregador, apresentou retração de 5,6% em relação a 2022. O número de empregados caiu de 98.155 para 92.630 no ano passado.
Massa salarial e comparação com o Brasil
A massa salarial do comércio paraibano foi de R$ 3,28 bilhões em 2023, representando 6,8% da região Nordeste e 0,9% do total nacional. A média salarial geral no estado foi de 1,5 salário mínimo, abaixo da média brasileira, que foi de 2 salários.
No segmento de atacado, o salário médio no Brasil foi de 2,9 salários mínimos, enquanto na Paraíba permaneceu em 1,9 — mesmo nível da média nordestina.
Por Redação



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