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8.5.24

Sangue de são Januário volta a se liquefazer em Nápoles

 O milagre da liquefação do sangue de são Januário, bispo, mártir e padroeiro de Nápoles, Itália, repetiu-se na basílica de Santa Clara no sábado (4).

A arquidiocese de Nápoles informou em seu site que no sábado (4), às 18h38, horário local, ocorreu novamente o milagre da liquefação do sangue de são Januário.

São Januário foi martirizado em 305 d.C., durante a perseguição promovida pelo imperador romano Diocleciano.

A liquefação ocorreu durante a missa celebrada pelo arcebispo de Nápoles, dom Domenico Battaglia, com a participação do abade Vincenzo De Gregorio e a presença do prefeito de Nápoles, Gaetano Manfredi.

Quando o milagre se repete, um pano branco é agitado para indicar ao povo que o sinal milagroso ocorreu.

“Não é um oráculo”

“Este sangue é o sinal de um sonho de salvação, de esperança, de confiança. Não é um oráculo a consultar, mas uma bússola a seguir porque está sempre bem orientada para Cristo, origem e meta do nosso caminho, da nossa história e da história do mundo”, disse Battaglia aos presentes na missa ao desafiar a crença de que quando o sangue não se liquefaz pode ocorrer algum infortúnio.

“As fontes hagiográficas e os registros do martírio de dom Januário nos contam como ele, sem nenhum medo, colocou o bem de seus irmãos antes de sua própria segurança, ao visitar um irmão preso por causa de sua fé em Cristo”, continuou Battaglia.

“Ajuda-nos a caminhar pelos caminhos do tempo e da história, com o olhar fixo no Senhor que amaste e serviste, e que estejamos sempre com os pés prontos para ir ao encontro dos nossos irmãos e irmãs que se encontram em prisões físicas, interiores ou sociais”, rezou o arcebispo ao mártir.

“Que possamos ser como ti, que apesar do perigo e da perseguição, por amor de Deus e dos irmãos, não teve medo de sair e arriscar a vida para espalhar o pão da Palavra que restaura os irmãos presos por causa do Evangelho e a violência dos homens”, também rezou dom Battaglia.

“Testemunha de sangue fecundo, reza conosco e ajuda-nos a rezar sem nos cansarmos para que nesta tua cidade não se derrame novamente sangue inocente, para que na nossa Europa, na Terra Santa e no mundo, cessem os conflitos fratricidas e que Jesus Cristo derrote toda a violência, enxugue as lágrimas da dor e desarme com o perdão todo desejo de vingança”, continuou o arcebispo.

A liquefação do sangue de são Januário

O milagre da liquefação do sangue do bispo mártir são Januário costuma ocorrer três vezes por ano.

A primeira ocasião é o dia em que se comemora a transferência dos seus restos mortais para Nápoles, no sábado anterior ao primeiro domingo de maio; e a segunda é a sua festa litúrgica, 19 de setembro.

A terceira ocasião é 16 de dezembro, quando os devotos do santo agradecem por sua intercessão para diminuir os efeitos da erupção do monte Vesúvio, ocorrida em 1631.

Quem é são Januário?

São Januário foi bispo de Benevento, na região da Campânia, diocese italiana adjacente a Nápoles, onde nasceu em 272 d.C.

Durante a perseguição à Igreja pelo imperador romano Diocleciano, conhecida como a “Grande Perseguição” (303–313), Januário foi feito prisioneiro junto com um grupo de outros cristãos e submetido a terríveis torturas.

O bispo e seus amigos recusaram-se a renunciar à sua fé e a adorar os deuses pagãos. Apesar das crueldades a que foram submetidos, nenhum deles cedeu e todos foram condenados à morte.

Tentaram queimá-los vivos numa fornalha, mas o fogo não os feriu. Eles foram então jogados aos leões, mas os animais não chegaram perto deles. Então os romanos decidiram decapitar todos eles. Em 19 de setembro de 305 d.C., são Januário e seus amigos foram executados perto de Pozzuoli.

Todo dia 19 de setembro, a Igreja celebra a festa de São Januário, bispo e mártir.

Por: ACIDigital

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