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14.2.20

TJPB mantém condenação de mulher acusada de furtar R$ 200 e xingar vítima do furto de 'nego safado

O fato aconteceu em 2014 durante uma viagem de carro feita por Ana Lúcia até Riachão do Poço. Nilo Batista percebeu que estava sem os R$ 200 e falou com o marido de Ana Lúcia.

A pena de dois anos de prisão de Ana Lúcia foi substituída por prestação de serviços à comunidade e pagamento de cinco salários mínimos. (Foto: USP Imagens/Fotos Públicas/Ilustrativa)
A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba manteve sentença do juiz da 3ª Vara da Comarca de Sapé, Renan do Valle Melo Marques, que condenou uma mulher a dois anos de prisão por furto e injúria racial. Ela foi denunciada à Justiça por ter furtado R$ 200 de um homem e xingado a vítima após ele reclamar do caso ao marido dela. Cabe recurso da decisão.
O fato aconteceu no dia 7 de dezembro de 2014 durante uma viagem de carro feita por Ana Lúcia até Riachão do Poço. Nilo Batista percebeu que estava sem os R$ 200 e falou com o marido de Ana Lúcia. Indignada, ela foi até a casa de Nilo e o xingou dizendo: "nego safado, macaco, filho da p…, vá tomar naquele canto, velho safado".
A pena de dois anos de prisão de Ana Lúcia foi substituída por prestação de serviços à comunidade e pagamento de cinco salários mínimos.
Na Apelação Criminal, que teve como relator o desembargador Arnóbio Alves Teodósio, a defesa pediu a absolvição da acusada e argumentou que a denúncia era frágil e com prova insuficiente. Pediu, ainda, a dispensa do pagamento dos salários mínimos alegando que a mulher é de origem humilde e não teria condições de pagar o valor.
Ao analisar o recurso o relator considerou que a materialidade e autoria delitivas estão comprovadas nos autos. "Mantém-se a condenação da acusada pelo delito de furto e injúria racial, quando induvidosas a materialidade e autoria delitivas, sobretudo pelas declarações prestadas pela vítima e testemunhas."
Em relação ao pedido de dispensa da prestação pecuniária, o desembargador declarou que não há comprovação de que Ana Lúcia não possui condições financeiras de fazer o pagamento da pena restritiva, não podendo ser considerada prova suficiente a mera alegação de situação econômica precária. "Ademais, verifica-se proporcional e razoável o quantum arbitrado pelo juízo de primeiro grau em relação à prestação pecuniária, pelo que deve ser mantido o valor da condenação."

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