Manifestantes vestidos de preto quebraram vidros de lojas e janelas de carros. Polícia diz que 95 pessoas foram presas.
Pela manhã, manifestantes vestidos de preto quebraram vidros de lojas e
janelas de carros durante uma marcha contra Trump. Uma filial da rede
Starbucks, uma do McCafe e uma agência do Bank of America foram
vandalizadas alvo dos manifestantes, segundo testemunhas.
Cerca de 90 minutos antes de Trump prestar juramento no Congresso, a
cerca de 2,4 quilômetros de distância, vários grupos de protestos
gritavam slogans contra Trump e carregavam cartazes, um deles com os
dizeres “Deixem os Racistas com Medo de Novo”.
A cerimônia de posse foi realizada diante do Capitólio, onde Trump prestou juramento e em seguida fez um discurso agressivo e de tom nacionalista.
Na presença de quatro de seus antecessores -- um deles republicano --
Trump disse que a cerimônia tinha um significado especial porque está
transferindo o poder de Washington e o levando de volta ao povo. "O povo
vai governar esta nação novamente", prometeu.
Poucas horas após a posse de Trump, houve mais tumulto e episódios de
violência em manifestações realizadas nas ruas de Washington, a cerca de
7 quarteirões de onde passaria o desfile com o presidente Trump, que
participava de um almoço no Capitólio.
A polícia voltou a usar spray de pimenta e bombas de efeito moral para
dispersar os manifestantes, que jogaram objetos contra a polícia e
queimaram pneus. Blindados se aproximaram do local do protesto. Segundo
testemunhas, balas de borracha também foram lançadas contra os
manifestantes.
Dois policiais sofreram pequenos ferimentos, atingidos por pessoas que estavam tentando evitar a prisão, segundo a polícia.
Segundo o chefe interino da polícia de Washington, Peter Newsham, também
afirmou que a polícia prendeu mais de 95 pessoas até as 14h30 locais
(17h30 de Brasília), a maioria por jogar objetos ou atos de vandalismo.
Newsham disse à rede CNN que os manifestantes que estavam causando
distúrbios eram poucos, "talvez algumas centenas", e afirmou que havia
milhares de outras pessoas que se manifestavam pacificamente.
"A mensagem que eu quero enviar é que Trump não representa este país,
ele representa os interesses corporativos", disse à agência Reuters
Jessica Reznicek, 35 anos, voluntária católica de Des Moines, Iowa, que
fez parte do protesto, mas não participou da violência.
A organizadora do protesto do Disrupt J20, Alli McCracken, de 28 anos,
moradora de Washington, disse que o grupo estava expressando sua
indignação sobre os controversos comentários de Trump a respeito de
mulheres, imigrantes ilegais e muçulmanos.
“Temos muitas pessoas de diversos lugares que são contra o imperialismo
dos EUA e sentimos que Trump vai continuar esse legado”, disse
McCracken.
Apoiadores de Trump
Carl Beams, de 36 anos, de Howell, Nova Jersey, entrou na fila junto a
milhares de apoiadores que esperavam para acessar o National Mall para a
cerimônia.
“Este é um grande momento na história. E quero ser capaz de dizer que
estive aqui em primeira mão”, disse Beams, que é dono de uma escola de
artes marciais. Ele disse acreditar que Trump pode ser uma força
unificadora: “Eu acho que ele está enviando a mensagem certa e fazendo
sua parte para fazer isso acontecer.”
Não muito longe da Casa Branca, os manifestantes entraram em confronto
com a polícia, lançando cadeiras de alumínio numa lanchonete ao ar
livre. Bob Hrifko, membro do grupo "Bikers for Trump", que estava na
cidade para comemorar a posse de Trump, foi atingido no rosto quando
tentou intervir.
"Eu sei, lei e ordem e tudo isso, precisamos de mais ordens. Isto não está certo", disse Hrifko, que estava sangrando.
Na noite de quinta-feira
(19), manifestantes que protestavam contra o republicano se envolveram
em confusão. O conflito começou do lado de fora do National Press Club,
na capital americana, onde acontecia um evento com opositores de Trump.
Um apoiador do presidente eleito passou no local onde as centenas de
opositores estavam reunidos. Ele foi seguido até um outro ponto da
cidade onde acontecia um ato pró-Trump. Ele foi perseguido e ocorreu o
confronto com a polícia, que chegou a utilizar spray de pimenta.
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| Imagem compara multidão na posse de Obama, em 2009, com vazios para receber Trump |
G1






