Ator fala de comparações com vilão interpretado por Jim Carrey em filme de 2004. Série de oito episódios estreia nesta sexta-feira (13).
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| Neil Patrick Harris e Malina Weissman em cena da série (Foto: Divulgação) |
Neil Patrick Harris se esforça para distanciar-se de Jim Carrey. A
partir desta sexta (13), ele fica na mira das comparações com o primeiro
a dar vida, em um filme de 2004, ao Conde Olaf, personagem que assume
agora na versão televisiva de “Desventuras em série”.
Conta a favor do ator, cujo trabalho mais conhecido é outra série, “How
I met your mother”, a extensão do formato. Serão oito episódios na
primeira temporada. “Assisti ao filme e achei a interpretação de Jim
interessante, mas me senti meio mal por ele porque puseram tantos livros
juntos em um tempo tão curto”, disse Harris, durante sua passagem pelo Brasil para promover a atração, em dezembro.
“Acho injusto para a maioria do elenco porque eles tinham que pular de
um livro para o outro e isso não permitiu a ninguém realmente
desenvolver o personagem".
Mais maldade, menos improvisação
Na ficção da Netflix, baseada na série de livros homônima escrita por
Lemony Snicket (pseudônimo de Daniel Handler), Harris incorpora um Olaf
mais contido e sombrio que o de Carrey e suas caras e bocas. É uma
versão mais maligna do tutor que tenta a todo custo colocar as mãos na
herança dos órfãos Baudelaire, Violet (Malina Weissman), Klaus (Louis
Hynes) e a bebezinha Sunny.
A riqueza de detalhes nos 13 livros da série tornou “fácil” a
construção do personagem, conta o ator, que decidiu não fazer grandes
improvisações ou inventar características. “Eu acho que, se eu tiver
alguma responsabilidade, é com os fãs dos livros, de ter certeza que
apareço como eles imaginam o personagem.”
‘Parte da diversão’
No papel que demanda a maior quantidade de maquiagem de toda a sua
carreira, ele leva de duas a três horas para se transformar em Olaf, que
também usa disfarces para se aproximar das crianças. Tudo isso, diz,
“faz parte da diversão”. E o ator se diverte ao imitar as vozes
simuladas pelo vilão e comparar uma delas à de Sean Connery. Também
brinca com a personalidade do personagem.
“Ele é ridiculamente horrível e pensa que é incrivelmente talentoso,
bonito e bem-sucedido. Mas não é nada disso. É só uma representação do
sombrio, do mau, e meio engraçadão ao mesmo tempo”, define.
“Normalmente, o ator tenta interpretar um personagem com a certeza de
que pode ter empatia com ele. Com Olaf, não há essa regra. Você pode ser
mau só para ser mau, e isso é muito divertido de fazer.”
G1



