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26.10.26

6 hábitos comuns que podem esconder sinais de ansiedade

 A ansiedade nem sempre se manifesta por meio de crises intensas ou sintomas facilmente reconhecidos. Em algumas situações, ela pode aparecer em comportamentos cotidianos que parecem inofensivos e acabam sendo confundidos com manias ou características da personalidade.

Segundo estudos citados pelo site YourTango, determinados hábitos podem estar associados a níveis elevados de ansiedade. Embora esses comportamentos não sejam suficientes, isoladamente, para identificar um transtorno, observá-los pode ajudar a reconhecer situações de desconforto emocional e perceber quando é necessário procurar ajuda profissional.

1. Mexer no cabelo com frequência

Enrolar os fios nos dedos, tocar repetidamente no couro cabeludo ou manter as mãos ocupadas com o cabelo são comportamentos que podem funcionar como uma tentativa de aliviar a tensão.

Em algumas situações, o movimento repetitivo proporciona uma sensação momentânea de conforto. Entretanto, quando a pessoa começa a arrancar os próprios fios e encontra dificuldade para interromper o comportamento, é importante buscar orientação profissional.

O hábito, portanto, merece atenção principalmente quando provoca danos ou passa a interferir na rotina.

2. Ir ao banheiro muitas vezes

A necessidade frequente de urinar também pode estar relacionada à ansiedade. O estresse psicológico pode influenciar o funcionamento do organismo, inclusive a bexiga, e aumentar a sensação de urgência urinária em algumas pessoas.

Uma pesquisa publicada em 2021 identificou uma relação entre estresse psicológico crônico e urgência urinária, apontando uma possível conexão entre o estado emocional e os sintomas urinários.

No entanto, urinar muitas vezes não significa necessariamente que uma pessoa esteja ansiosa. Caso o sintoma seja persistente ou venha acompanhado de outros desconfortos, é importante procurar avaliação médica para investigar possíveis causas.

3. Conferir a mesma coisa várias vezes

Voltar repetidamente para verificar se a porta está trancada, se o fogão foi desligado ou se determinado objeto está no lugar pode ser uma maneira de tentar reduzir a insegurança.

Em alguns casos, esse comportamento está relacionado à dificuldade de confiar na própria memória ou à preocupação excessiva com a possibilidade de cometer um erro.

Um dos estudos citados indica que conferir repetidamente uma mesma situação pode ter um efeito contrário ao esperado: em vez de aumentar a segurança, a repetição pode diminuir a confiança da pessoa na própria lembrança.

Quando as verificações se tornam excessivas, provocam sofrimento ou consomem muito tempo, vale procurar orientação profissional.

4. Chegar cedo demais aos compromissos

Chegar com muita antecedência a encontros, consultas ou compromissos pode parecer apenas uma demonstração de pontualidade. Em determinadas situações, porém, o comportamento pode estar associado ao medo de atrasos e à necessidade de antecipar possíveis imprevistos.

A preocupação com o trânsito, as condições climáticas e outras situações fora do controle pode levar a pessoa a reservar um intervalo muito maior do que o necessário para chegar ao destino.

Um estudo realizado em 2020 com 533 universitários observou uma relação entre maior dificuldade para lidar com incertezas, ansiedade social e excesso de pensamentos.

O receio de chamar atenção ao entrar atrasado em um ambiente também pode contribuir para esse comportamento. A diferença está no impacto: a pontualidade, por si só, não é um problema, mas a preocupação constante e o sofrimento associado merecem atenção.

5. Roer as unhas

Roer as unhas é um hábito frequentemente associado ao estresse, à tensão, ao tédio e ao desconforto emocional. O movimento pode proporcionar alívio temporário, o que favorece sua repetição em situações de nervosismo.

Apesar de comum, o comportamento pode causar ferimentos nas unhas e na pele ao redor, especialmente quando acontece com frequência ou é difícil de controlar.

Quando a pessoa percebe que rói as unhas de forma automática, mesmo sem notar, ou continua apesar das lesões, pode ser importante buscar estratégias para lidar com a tensão e, se necessário, apoio profissional.

6. Morder os lábios repetidamente

Morder os lábios também pode funcionar como uma resposta repetitiva diante de situações de ansiedade, nervosismo ou desconforto emocional.

Assim como roer as unhas e mexer constantemente no cabelo, esse comportamento pode proporcionar uma sensação passageira de alívio. Entretanto, quando se torna frequente, pode provocar machucados e irritação na região.

A dificuldade de interromper o hábito é outro ponto que merece atenção. Se o comportamento causa lesões, sofrimento ou interfere no cotidiano, uma avaliação profissional pode ajudar a identificar os fatores envolvidos.

Quando esses hábitos merecem atenção?

Os seis comportamentos descritos podem aparecer em situações comuns e não indicam, necessariamente, a presença de um transtorno de ansiedade. O contexto, a frequência, a intensidade e os prejuízos causados na rotina são fatores importantes para avaliar se existe motivo para buscar ajuda.

Quando os hábitos se tornam difíceis de controlar, provocam sofrimento ou prejudicam as atividades diárias, conversar com um profissional de saúde pode ajudar a compreender suas causas e encontrar formas adequadas de enfrentamento.

Reconhecer esses sinais não significa tirar conclusões precipitadas sobre a própria saúde mental, mas observar como as emoções podem se refletir no comportamento e no funcionamento do organismo.

Por: Informativo em Foco

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