Justiça da Paraíba amplia pena de Fernando Cunha Lima para mais de 32 anos após nova condenação em processo por estupro de vulnerável.
A Justiça da Paraíba aumentou nesta terça-feira (2) a pena do pediatra Fernando Cunha Lima, condenado por estupro de vulnerável. A decisão foi tomada após uma nova condenação relacionada aos casos investigados contra o médico, resultando na ampliação do tempo de prisão determinado pela Justiça.
Na sentença anterior, assinada pela juíza Virgínia Gaudêncio de Novais, o pediatra havia sido condenado a 22 anos, 5 meses e 2 dias de reclusão. Com a inclusão de mais uma vítima no processo, a pena foi elevada para 32 anos e 17 dias de prisão.
Fernando Cunha Lima cumpre prisão domiciliar desde o fim de 2025. Segundo a defesa, um recurso deverá ser encaminhado às instâncias superiores em Brasília com o objetivo de tentar reverter a condenação.
O caso ganhou repercussão após a denúncia apresentada pela mãe de uma criança de nove anos, que acusou o médico de abuso sexual contra a filha. Após a divulgação da denúncia, outras famílias procuraram as autoridades para relatar situações semelhantes envolvendo o pediatra.
Entre os depoimentos apresentados está o de Gabriela Cunha Lima, sobrinha do médico. Em entrevista à TV Correio, ela afirmou ter sido vítima de abuso sexual praticado pelo tio há mais de 30 anos. Segundo o relato, o episódio ocorreu em 1991, durante uma estadia na casa de praia da família.
A primeira audiência de instrução do caso foi realizada em 29 de outubro de 2024, mas precisou ser adiada para o dia seguinte após a conclusão dos depoimentos das testemunhas de acusação. Em 31 de outubro, durante a continuidade da audiência, o médico negou todas as acusações apresentadas contra ele.
Ao todo, 16 testemunhas de acusação e defesa foram ouvidas durante a fase de instrução processual. A sessão ocorreu de forma híbrida, com participação presencial e remota, na 4ª Vara Criminal do Fórum Criminal de João Pessoa. O pediatra participou por videoconferência e permaneceu em silêncio diante dos questionamentos formulados pela acusação.
Em novembro de 2024, a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba determinou a prisão preventiva do médico, atendendo a um pedido do Ministério Público da Paraíba. Após a decisão, Fernando Cunha Lima deixou de ser localizado pelas autoridades e passou a ser considerado foragido.
O médico permaneceu cerca de quatro meses foragido e chegou a integrar a lista da Interpol de procurados vinculados ao caso. Posteriormente, foi localizado e preso, passando a responder aos processos judiciais relacionados às acusações de estupro de vulnerável.
Com a nova decisão, a pena aplicada ao pediatra foi ampliada, enquanto a defesa busca reverter a condenação por meio de recursos judiciais.



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