Operação Perfidius prende delegado e investigadores em João Pessoa e apura suspeita de ligação com organização criminosa e desvio de drogas apreendidas.
O delegado Braz Morroni e dois investigadores da Polícia Civil da Paraíba, alvos da Operação Perfidius, serão afastados administrativamente de suas funções após serem presos nesta terça-feira (2), em João Pessoa. Os agentes são suspeitos de envolvimento com uma organização criminosa.
Segundo o secretário de Estado da Segurança e da Defesa Social, Jean Nunes, além das prisões e de uma decisão judicial de afastamento, medidas administrativas adicionais foram adotadas pela Delegacia-Geral e pela Secretaria de Segurança. Entre elas estão o recolhimento de armas de fogo, a suspensão do uso de carteiras funcionais e o bloqueio de acesso aos sistemas da corporação.
O secretário também informou que a Corregedoria instaurou um processo administrativo disciplinar, que pode resultar na demissão dos servidores, dependendo do avanço das investigações.
A Operação Perfidius cumpriu nove mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões. De acordo com as investigações, os policiais são suspeitos de desviar entorpecentes apreendidos em operações e comercializá-los de forma ilegal, inclusive dentro do sistema prisional.
As apurações também indicam possível manipulação de procedimentos policiais e o repasse de informações sigilosas a integrantes do tráfico de drogas. A partir do material apreendido, a investigação pode ter novos desdobramentos e identificar outros possíveis envolvidos.
Jean Nunes afirmou que há grande volume de informações sendo analisadas e não descartou novas fases da operação, caso surjam novos elementos que apontem a participação de outros agentes públicos ou criminosos.
Com cerca de 20 anos de carreira, Braz Morroni atuava como titular da Delegacia de Crimes contra o Patrimônio (DCCPAT) desde 2019. Ao longo da trajetória na Polícia Civil, também passou por delegacias em Cuité, Itabaiana, Campina Grande e pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes, onde atuou em 2017.
As investigações seguem em andamento para aprofundar o possível envolvimento dos agentes e identificar a extensão do esquema criminoso.



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