Juiz do TRE-PB afirma que crime organizado representa desafio às eleições e destaca atuação das forças de segurança no processo eleitoral.
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A interferência do crime organizado nas eleições brasileiras foi classificada como um “desafio forte” que precisa ser enfrentado pela Justiça Eleitoral, segundo o juiz Rodrigo Marques, magistrado auxiliar da presidência do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). A declaração foi feita durante cerimônia em comemoração aos 30 anos da urna eletrônica no Brasil, realizada no edifício-sede do TRE-PB, em João Pessoa.
O evento contou com a presença de magistrados, servidores e representantes da imprensa, além de profissionais com mais de três décadas de atuação no Tribunal, que acompanharam de perto a implantação do sistema eletrônico de votação. A solenidade também marcou a celebração histórica da urna eletrônica no processo eleitoral brasileiro.
Em entrevista ao ClickPB, o juiz Rodrigo Marques, que representou o presidente do TRE-PB, desembargador Márcio Murilo, comentou sobre os desafios enfrentados pela Justiça Eleitoral diante de temas como o avanço da inteligência artificial (IA) e a atuação do crime organizado no cenário político.
“São desafios fortes que precisam ser ultrapassados ou, no mínimo, controlados. Nós sabemos que a ascensão do crime organizado no Brasil já vem de três décadas também. Houve crescimento exponencial através das duas maiores facções que hoje estão em praticamente todos os estados da nação e no exterior. É algo que nos preocupa bastante a segurança do eleitor no momento de exercer o seu voto”, afirmou o magistrado.
Rodrigo Marques destacou ainda a atuação integrada das forças de segurança no combate a possíveis interferências no processo eleitoral. Segundo ele, há cooperação entre a Polícia Militar, a Polícia Civil, a Polícia Federal e, quando necessário, o Exército Brasileiro.
“O Tribunal Regional Eleitoral tem uma parceria histórica com as forças de segurança locais: com a Polícia Militar, que tem contingente mais capilarizado em todo o estado, também a Polícia Civil e a Polícia Federal e, se necessário, o Exército Brasileiro para garantir que o eleitor chegue à urna depositando o seu voto com a intenção que lhe cabe, sem pressões, sem coações, do modo livre e espontâneo”, declarou.
O magistrado reforçou que o objetivo da atuação conjunta é garantir a liberdade do eleitor e a legitimidade do processo democrático, assegurando que o voto seja exercido de forma livre e sem interferências externas.



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