Lançamento de foguete sul-coreano é adiado em Alcântara após falha no motor

 Foguete seria o primeiro de uma empresa privada a decolar da base maranhense; nova tentativa ainda não tem data para ocorrer.

O lançamento do foguete sul-coreano HANBIT-TV da start-up Innospace, que estava programado para ocorrer nesta quarta-feira, foi adiado após uma falha no acendimento do motor. O foguete seria o primeiro de uma empresa privada a decolar da Base de Alcântara, no Maranhão.

A Operação Astrolábio, como foi batizada, segue agora sem data para ocorrer. Segundo a Agência Espacial Brasileira, uma nova tentativa de lançamento deverá acontecer "tão logo quanto possível".

O foguete foi inteiramente projetado pela Innospace e iria levar, apenas como carga, um dispositivo desenvolvido pela Força Aérea Brasileira, em um projeto de cooperação científica. Trata-se do SISNAV, um sistema de navegação desenvolvido pelo Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da FAB.

O HANBIT-TV tem um sistema de propulsão híbrido descrito como inovador pela empresa e a AEB, movido à base de oxigênio líquido e parafina, além de uma bomba elétrica.

A operação foi abortada, e as equipes desmobilizadas. A empresa irá analisar os dados coletados para entender o que deu errado.

— O mais importante, no momento, é recuperar todas as informações, aprender com os testes em ambiente real e partir para novas séries de testes, até alcançar o sucesso completo. É assim que se avança. — disse o presidente da AEB Carlos Moura sobre o adiamento.

O lançamento do HANBIT-TV é apontado como um passo no cumprimento de um objetivo anunciado pela Agência Espacial Brasileira (AEB): tornar o local atrativo para empresas do ramo. Seria uma oportunidade da AEB e da base de Alcântara se mostrarem capazes de atenderem às necessidades do chamado New Space, a fatia do mercado aeroespacial que se ocupa de satélites de pequeno porte.

— A ideia é que a partir desse lançamento pioneiro nós tenhamos vários outros. Exemplo disso é a canadense C6, que já se planeja para lançar no meio do próximo ano. E há outras que estão em negociação — disse ao GLOBO o presidente da AEB Carlos Moura.

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