Coreia do Norte dispara míssil e promete respostas “mais duras” a EUA e aliados

 Segundo o serviço militar sul-coreano, os mísseis foram em direção à costa leste.

A Coreia do Norte disparou um míssil balístico na costa leste do país, nesta quinta-feira (16), alertando sobre “respostas militares mais ferozes” aos esforços dos Estados Unidos para aumentar sua presença de segurança na região com seus aliados, dizendo que Washington está fazendo uma “aposta da qual se arrependerá”.

Os militares da Coreia do Sul disseram que o míssil balístico foi lançado da cidade de Wonsan, na costa leste da Coreia do Norte. Foi o mais recente em um número recorde de lançamentos testes este ano, e o Norte também disparou centenas de projéteis de artilharia no mar mais recentemente, quando a Coreia do Sul e os Estados Unidos realizaram exercícios, alguns dos quais envolvendo o Japão.

O lançamento ocorreu menos de duas horas depois que o ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Choe Son Hui, criticou uma recente cúpula trilateral entre Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão, durante a qual os líderes criticaram os testes de armas de Pyongyang e prometeram maior cooperação em segurança.

Nas negociações, o presidente dos EUA, Joe Biden, reafirmou o compromisso de reforçar a dissuasão estendida e defender os dois aliados asiáticos com uma “gama completa de capacidades”, incluindo armas nucleares.

Choe disse que os “exercícios de guerra para agressão” dos três países não conseguiram controlar o Norte, mas sim trazer uma “ameaça mais séria, realista e inevitável” sobre eles. “Quanto mais entusiasmados os EUA estiverem com a ‘oferta reforçada de dissuasão estendida’ a seus aliados e quanto mais eles intensificarem atividades militares provocativas e blefes”, disse em um discurso à agência de notícias KCNA. “Os EUA saberão muito bem que são jogos de azar, dos quais certamente se arrependerão”, acrescentou Choe.

Um porta-voz do Ministério da Defesa da Coreia do Sul disse que a cúpula trilateral e sua cooperação em dissuasão estendida visam combater as ameaças nucleares e de mísseis do Norte. Os Estados Unidos vêm dizendo desde maio que a Coreia do Norte está se preparando para realizar seu primeiro teste nuclear desde 2017, mas seu momento real ainda não está claro. Washington, Seul e Tóquio disseram em um comunicado conjunto após a cúpula que os testes nucleares de Pyongyang gerariam uma “resposta forte e resoluta”.

Choe disse que as atividades militares do Norte são “contra-ações legítimas e justas” aos exercícios liderados pelos EUA.

O ministro da Unificação da Coreia do Sul, Kwon Young-se, que lida com assuntos intra-coreanos, disse que o Norte pode adiar seu teste nuclear por algum tempo, citando a agenda política doméstica da China. “A Coreia do Norte também alcançou alguns efeitos políticos ao codificar sua lei nuclear em agosto, então pode não ter necessidade imediata de um teste nuclear”, disse Kwon em entrevista à agência de notícias Yonhap divulgada na quinta-feira.

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