MPF investiga suspeita de fraudes em pesquisas eleitorais feitas por institutos que autofinanciam sondagens

 Como apurou o ClickPB, o MPF instaurou inquérito para apurar suspeita de manipulação de pesquisas eleitorais no País e em Mato Grosso do Sul. Um dos alvos é o estatístico Augusto da Silva Rocha, que teria sido o responsável por 62 trabalhos realizados apenas neste ano.

O Ministério Público Federal instaurou inquérito para investigar o recordista na supervisão de sondagens eleitorais nas duas últimas eleições, o estatístico Augusto da Silva Rocha, por fraudes em pesquisas de intenção de voto nas eleições. Como apurou o ClickPB, em levantamento divulgado pelo jornal Estado de São Paulo, o MPF instaurou inquérito para apurar suspeita de manipulação de pesquisas eleitorais no País e em Mato Grosso do Sul. 

Um dos alvos é o estatístico Augusto da Silva Rocha, que teria sido o responsável por 62 trabalhos realizados apenas neste ano, além de ser responsável pelo Instituto Ranking Brasil, principalmente por autofinanciamento dos levantamentos eleitorais.

De acordo com as informações do jornal O Estado de S. Paulo, Rocha é investigado por suspeita de manipular levantamentos em diferentes campanhas nos últimos anos.  O Instituto Ranking Brasil, sob responsabilidade de Rocha, fez sete pesquisas sobre a eleição para presidente em 2022. Há, ainda, quatro pesquisas em Mato Grosso do Sul. Todas foram pagas com recursos próprios. Mas a empresa é investigada pelo MPF por suspeita de irregularidades. Foi aberta em janeiro do ano passado, em Campo Grande (MS), como microempresa individual. Seu capital social é de R$ 25 mil. Pelo tamanho, o nome do proprietário não consta em registros da Receita Federal.

Em um dos trabalhos, o presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) lidera em Mato Grosso do Sul. A sondagem foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Também foi divulgada por um veículo local. Diante da ação do MPF, saiu do ar. 

As sondagens autofinanciadas geram desconfiança. Há suspeitas de que sejam produzidas sem qualidade. Ao informar que realizaram as pesquisas sem contratante externo, esses institutos não precisam revelar a origem do dinheiro. O temor é de que candidatos tentem forjar sondagens para influenciar os eleitores. O objetivo seria induzir votos.

No documento, o MPF pede a apuração dos levantamentos feitos pelo estatístico. Em parecer enviado ao juiz eleitoral Alexandre Branco Pucci, sustenta que a prática das empresas de pagar os próprios levantamentos pode mascarar caixa 2. "Com recursos próprios, a empresa não precisa apresentar nota fiscal, tampouco prestar contas sobre a origem do dinheiro."

Há práticas suspeitas em outros institutos. O Ipop Cidades & Negócios liderou pesquisas autofinanciadas na eleição passada. Virou alvo de operação do Ministério Público de Goiás. Reportagens mostraram que o dono do instituto, Márcio Rogério Pereira Gomes, era suspeito de produzir pesquisas fraudulentas. Ele foi preso. O MP o acusou de falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

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