Ebola: sobe para quatro número de mortos no surto da doença em Uganda

 País registrou nesta semana primeiro óbito pelo vírus desde 2019; há ainda outros casos e contatos próximos em monitoramento.

Em apenas um dia, Uganda registrou mais três mortes por ebola, elevando o número de vítimas no país para quatro. Na terça-feira, autoridades de saúde reportaram o primeiro óbito pelo vírus desde 2019, num homem de 24 anos, e declararam o novo surto da doença. Hoje, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já havia informado que seis novos casos foram registrados durante a semana, causados por uma variante do vírus que não circulava em Uganda desde 2012.

"Nas últimas 24 horas, três novas mortes foram registradas", disse o Ministério da Saúde em comunicado. Todos os mortos foram registados no distrito de Mubende, a cerca de 150 quilômetros da capital, Kampala, que vive uma “epidemia” do patógeno.

Uganda já teve surtos anteriores de ebola, doença que matou milhares de pessoas na África desde sua descoberta em 1976 na vizinha República Democrática do Congo (RDC). O surto mais recente foi declarado como encerrado em 2019, depois que pelo menos cinco pessoas morreram.

"Nossos especialistas já estão trabalhando com a experiente equipe de controle do ebola em Uganda para fortalecer a vigilância, diagnóstico, tratamento e medidas preventivas", disse o diretor regional de emergências do escritório da OMS na África, Abdou Salam Gueye.

Em comunicado, a organização afirma que “foram identificados 43 contatos, e 10 pessoas suspeitas de terem contraído o vírus estão recebendo tratamento no hospital regional de Mubende".

O novo surto se deve à chamada cepa do Sudão, que não era vista em Uganda há uma década, segundo a OMS na África. Porém um caso havia sido reportado na província congolesa de Kivu do Norte, que faz fronteira com Ruanda e Uganda, em agosto, menos de seis semanas depois que uma epidemia no leste da RDC foi declarada encerrada.

O vírus ebola é na maioria das vezes fatal, com taxas de mortalidade de até 90% para algumas cepas, embora já existam vacinas e tratamentos para a doença. Ela provoca um quadro de febre hemorrágica, que se espalha para humanos principalmente a partir de animais infectados.

A transmissão entre as pessoas ocorre por meio de fluidos corporais, e os principais sintomas são febre, vômito, hemorragia e diarreia.

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