Bolsonaro defende debates com perguntas combinadas e confirma presença só no 2º turno

 Em 2018, Bolsonaro participou de apenas dois debates. Nesta terça, presidente disse que, no 1º turno, outros candidatos vão querer 'todo o tempo dar pancada' nele.

O presidente Jair Bolsonaro defendeu nesta terça-feira (31) que os debates entre candidatos à Presidência da República deveriam ter "perguntas pré-acertadas" para "não baixar o nível".

Bolsonaro disse que comparecerá aos debates se chegar ao segundo turno – mas não confirmou participação nos debates a serem realizados no primeiro turno das eleições deste ano.

"No segundo turno, vou participar. Se eu for para o segundo turno, devo ir, né, vou participar. No primeiro turno, a gente pensa. Porque se eu for, os 10 candidatos ali vão querer todo o tempo dar pancada em mim. E eu não vou ter tempo de responder para eles. Vai fazer pergunta para outro, vão dar pancada em mim, depois a pergunta para outro", declarou.

"Vamos analisar isso aí porque eu acho que debate teria que ser para ter perguntas pré-acertadas antes, com os encarregados de fazer o debate, para não baixar o nível", prosseguiu.

As declarações foram dadas em entrevista à rádio Massa FM, transmitida no Paraná. Bolsonaro também voltou a defender o voto impresso, já rejeitado pelo Congresso Nacional, e a lançar dúvidas sobre a segurança das urnas eletrônicas – como sempre, sem apresentar qualquer prova.

Pesquisas eleitorais realizadas nos últimos meses, com nomes dos pré-candidatos já anunciados à Presidência da República, indicam a possibilidade de segundo turno entre Bolsonaro e o ex-presidente Lula.

Em 2018, Bolsonaro participou de apenas dois debates eleitorais – ambos, no primeiro turno. O então candidato foi alvo de um atentado a faca em Juiz de Fora (MG) no dia 6 de setembro daquele ano, faltando um mês para o primeiro turno, e não voltou aos debates em seguida por orientação médica.

Bolsonaro foi para o segundo turno com o candidato do PT, Fernando Haddad, mas anunciou que também não participaria de debates naquela etapa da campanha. Com o anúncio, as emissoras de rádio e TV cancelaram os debates programados.

Médicos que acompanhavam a saúde do presidente informaram que, naquele momento, ele estava liberado para ir aos compromissos.

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