Aceno de Lula ao MDB vem após receio de isolamento com candidatura única da terceira via

 União Brasil, Cidadania, MDB e PSDB pretendem caminhar juntos, e a estrutura combinada desses partidos preocupa o PT.

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) — A viagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Brasília foi fruto do alerta que se acendeu no partido após o anúncio de uma chapa única da terceira via em maio.

União Brasil, Cidadania, MDB e PSDB pretendem caminhar juntos, e a estrutura combinada desses partidos preocupa o PT, que, até o momento, não conseguiu concretizar apoio formal de partidos maiores.

Hoje Lula conta apenas o apoio de partidos alinhados historicamente aos petistas. De um lado, PV e PCdoB, que se amparam na federação com o PT para garantir a própria sobrevivência e têm pouco a oferecer.

Do outro, está o PSB, com o qual o PT ainda enfrenta dificuldades nos estados e pode não caminhar unido com o partido em alguns locais. O arco reduzido, combinado com o crescimento do presidente Jair Bolsonaro (PL) nas pesquisas, motivou esse redirecionamento de rota.

A parada em Brasília não estava programada inicialmente, mas foi incluída para mandar uma sinalização de caciques do MDB. Sem conversas com o ex-presidente Michel Temer e o atual presidente nacional do partido, Baleia Rossi, restou ao petista fragilizar a candidatura da senadora Simone Tebet (MS) recorrendo principalmente a lideranças do Nordeste, cujo eleitorado é mais identificado com Lula.

O ex-presidente jantou nesta segunda-feira (11) com senadores e ex-senadores do MDB na casa do ex-ministro Eunício Oliveira (CE). Integrantes do partido fizeram uma comparação entre a parlamentar e o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles em 2018, que representou o partido na disputa presidencial e acabou o pleito com 1,2%.

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