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Atividade física aumenta e prolonga resposta imune gerada pela vacina CoronaVac, aponta estudo do HC

 Pesquisa foi realizada com 898 pacientes imunossuprimidos, sendo 494 fisicamente ativas. Concentração de anticorpos após a vacinação foi 32% maior entre aqueles que praticavam exercícios regularmente.

Um estudo realizado pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP apontou que a atividade física aumenta e prolonga a resposta imune gerada pela CoronaVac, vacina contra a Covid-19 produzida pela Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

A pesquisa foi realizada com um grupo de pacientes reumatológicos e imunossuprimidos do Hospital das Clínicas, vacinados com duas doses de Coronavac e mostrou que quem praticava atividades físicas regulares apresenta mais chances de desenvolver anticorpos contra o coronavírus.

A pesquisa ainda demonstrou que, nesse grupo, os anticorpos se mantinham presentes no organismo após seis meses da imunização.

A pesquisa foi realizada em duas fases. Na primeira etapa, foram avaliadas 898 pessoas, sendo 494 fisicamente ativas e 404 não ativas, e foi observado que a chance de soroconversão foi 40% maior entre os praticantes de atividades físicas em relação aos não praticantes.

Ainda, a concentração de anticorpos IgG após a vacinação foi 32% maior entre os ativos do que os inativos.

Numa segunda etapa, foram avaliados 748 pacientes imunossuprimidos, sendo 421 ativos e 327 não ativos, e percebeu-se que, comparados aos inativos, os praticantes de atividades físicas apresentaram 50% mais chances de soroconversão e de produção de anticorpos neutralizantes após seis meses da imunização com duas doses da vacina.

“Para nós esses achados do estudo são de extrema relevância, porque comprovam, primeiramente, que a atividade física é uma importante aliada na potencialização da imunidade do organismo e também, particularmente para o grupo de pessoas imunocomprometidas, que ela pode contribuir para uma melhor resposta imune na associação com a vacinação”, afirma o fisiologista do exercício e coordenador do Laboratório de Avaliação e Condicionamento em Reumatologia do HCFMUSP, Bruno Gualano.

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