Presidente da Unimed é contra vacinação em crianças nesse momento e diz que não levaria sua filha para ser imunizada

 Ele lembrou que o sistema de internações da Unimed não chegou a registrar nenhuma morte de criança por covid-19.

Acompanhando a visão do Ministro da Saúde acerca da não urgência da vacinação em crianças, o presidente da Unimed João Pessoa, Gualter Ramalho, argumentou, nesta quinta-feira (23), durante entrevista ao programa Arapuan Verdade, que ao invés de priorizar a vacinação de crianças contra a covid-19, o mundo deveria voltar o olhar para a África, continente "celeiro de novas variantes", alertou.

"Meus filhos adolescentes estão vacinados. Agora esse processo de vacinação de crianças deve passar pela apreciação além da Anvisa, Associação de Pediatria, Imunologia, pelos comitês do Ministério da Saúde, entre outras. O apelo comercial a gente sabe qual é. Se a indústria quer vender para crianças, por que não distribui para a África?. Se quer erradicar a doença, então não deixe a África ser um celeiro de produção de variantes. É uma questão ética muito complexa. Isso é infinitamente mais urgente que a vacinação de crianças", avaliou.

O médico analisou ainda que " o mundo tem que acolher a África e países pobres da América Latina. Do contrário, iremos ficar aqui rodando e girando em torno do eixo, já que variantes irão surgir e a gente não vai virar essa fase", destacou.

Ele lembrou que o sistema de internações da Unimed não chegou a registrar nenhuma morte de criança por covid-19. "Estamos a quase cinco meses sem internação nenhuma. Covid-19 em crianças raramente se complica, uma vez que, o sistema imunológico ainda em fase de desenvolvimento, a reação inflamatória é menor. Essa doença é multi sistêmica, não é só pulmão, mas essa inflamação em excesso agrava a doença e as sequelas. Em crianças, ela acaba tendo uma repercussão menor e os atendimentos são ambulatoriais", disse.

Gualtar ainda revelou que a vacinação do seu filho, de 9 anos, só será feita quando sair estudos mais robustos acerca do assunto.  "Só vou vacinar quando eu tive evidências robustas. Agora a tendência é que nós iremos vacinar. A gente precisa saber que as evidências na ciência demoram, e cautela é necessária. Precisamos ter mais cautela e ouvir os diversos órgãos competentes que vão conferir mais credibilidade e confiança", pontuou.

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