“Eu vou ganhar a presidência da República”, declara Ciro Gomes

 Ciro entende que seu eleitorado deverá crescer novamente, principalmente quando os eleitores “descobrirem” que o ex-ministro da Justiça é “pior” que Bolsonaro.

Postulante à presidência da República pela quarta vez, Ciro Gomes (PDT-CE), em entrevista ao site Sputnik Brasil, fez uma avaliação sobre a corrida ao Palácio do Planalto de 2022, sobretudo no que se refere ao seu próprio desempenho nas pesquisas mais recentes. De acordo com o ex-ministro, sua queda na preferência popular, principalmente após a entrada do ex-juiz Sérgio Moro na disputa, é "momentânea”. 

Em relação ao panorama atual das pesquisas, em que aparece abaixo de Sérgio Moro no protagonismo da chamada “terceira via”, Ciro entende que seu eleitorado deverá crescer novamente, principalmente quando os eleitores “descobrirem” que o ex-ministro da Justiça é “pior” que Bolsonaro. 

“Pesquisa é retrato do momento, e a vida não é retrato, a vida é filme. O nível de atenção ao assunto eleições é nenhum no tempo presente. Portanto, elas tendem a revelar muito mais notoriedade do que adesão consolidada a essa ou àquela candidatura. E a notoriedade, no caso brasileiro, é uma variável da exposição da mídia, especialmente televisiva”, salientou Ciro 

Com as atenções voltadas para Moro, o qual se filiou recentemente ao Podemos para disputar a presidência, Ciro justificou sua oposição ao adversário relembrando sua trajetória à frente da operação Lava-Jato, quando julgou e condenou o ex-presidente Lula por 580 dias.

“Moro é um juiz político. Um juiz condena um político e depois vai ser ministro de um político que foi beneficiado por essa condenação, recebendo uma promessa de vantagem indevida, leia-se corrupção passiva, de um cargo de ministro vitalício do Supremo Tribunal Federal. Depois, um juiz que destrói uma empresa, uma grande corporação da construção pesada, vai ganhar dinheiro sendo sócio da empresa que está administrando essa massa falida, cuja sede, sendo em Nova York, ele se localiza em Washignton… Percebe? Aí tem”, disse o ex-governador do Ceará. 

Por fim, o ex-ministro da Fazenda, em tom de otimismo, negou qualquer possibilidade de abandonar a candidatura, além de reiterar que seus ataques aos concorrentes terão continuidade. “Nenhuma chance [de desistir da candidatura]. Eu vou ganhar a presidência da República, espera só para você ver”, ressaltou Ciro. 

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