Médico é velado em clima de festa em Londrina; despedida teve som alto e até máquina de chopp

 Solenidade foi realizada na capela mortuária da avenida JK, e teria incomodado participantes de um outro velório que ocorria no mesmo local.

Quem passou pela avenida Juscelino Kubitschek, na altura do cemitério São Pedro, no centro de Londrina, durante a tarde desta terça-feira (9), ficou impressionado com um velório no mínimo inusitado que foi realizado em uma das capelas mortuárias da Acesf, do outro lado da avenida. 

A solenidade de despedida de um médico de 73 anos foi realizada em clima de festa por amigos e familiares dele. O tom festivo teria sido sugerido pelo próprio idoso antes de morrer. 

Para satisfazer a vontade do ente querido, os parentes colocaram caixas de som na capela e até uma máquina de chopp. A cerveja foi distribuída aos convidados em copos de plástico. A CBN também teve acesso ao convite do velório festivo, que trazia a seguinte mensagem: “Iremos comemorar os ensinamentos que ele nos deixou, como amigo, médico, pai, ser humano, etc. Felicidade é o resumo. Vamos festejar mais esse momento da vida dele, obrigado por tudo, nosso ídolo!”.

O velório foi realizado das 14h às 16h, e dividiu as capelas mortuárias da Acesf com uma outra cerimônia de despedida. Procurado pela CBN, o superintendente da Acesf, Péricles Deliberador, contou que os participantes do segundo velório reclamaram da música alta que vinha da cerimônia vizinha. De acordo com ele, funcionários da autarquia pediram para que o som fosse diminuído, e também agilizaram os preparativos para o sepultamento, realizado posteriormente no cemitério São Pedro. Durante o enterro, foi montada uma tenda na lápide da família, onde a festa teve continuidade. A Guarda Municipal também foi acionada para acompanhar a situação e impedir o registro de confusões.

Em relação à distribuição do chopp, Deliberador disse que não há nenhuma proibição em lei. Ele também se disse surpreendido com a situação, e confirmou que o velório festivo era realmente uma vontade do médico falecido.

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