Governo Biden planeja dar vacina a migrantes detidos na fronteira com o México

 De acordo com as fontes do jornal, o imunizante seria oferecido tanto para os migrantes que viessem a ser deportados quanto para os que fossem liberados para entrar nos EUA.

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) — O governo dos Estados Unidos está se preparando para começar a oferecer a vacina contra o coronavírus a migrantes sob custódia na fronteira com o México, de acordo com depoimentos de funcionários do Departamento de Segurança Interna americano ao jornal Washington Post.

Em meio à ameaça da propagação da variante delta, à hesitação vacinal que fez o ritmo de imunização do país despencar e à crise provocada pelos mais altos níveis de travessias ilegais da fronteira em 20 anos, a medida tem como objetivo frear os novos contágios e os casos graves de Covid-19.

De acordo com as fontes do jornal, o imunizante seria oferecido tanto para os migrantes que viessem a ser deportados quanto para os que fossem liberados para entrar nos EUA.

O plano é utilizar a vacina da Janssen que, por ser de dose única, seria a mais adequada para a população em trânsito nas fronteiras. Os funcionários do governo falaram em anonimato porque não estavam autorizados a discutir a estratégia que ainda não foi divulgada oficialmente.

Os migrantes que estiverem detidos para serem enviados ao México sob a lei conhecida como "Título 42", no entanto, não estariam entre os que terão direito a receber a vacina.

A lei, a qual o ex-presidente Donald Trump recorreu no início da pandemia para poder expulsar rapidamente os migrantes irregulares como uma medida de saúde pública, continua sendo usada no governo de Joe Biden, apesar das promessas do democrata de reverter a regra.

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